Quarta, 25 de Novembro de 2020
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Polícia Casca / RS

Homem pagou R$ 20 mil pelo assassinato de mãe e filha em Casca

Seis foram presos, sendo um deles ex-genro de uma das vítimas, e um dos atiradores é considerado foragido.

02/09/2020 21h55
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Pioneiro - Grupo RBS
Ana Paula Rapkievicz e a mãe Neusa Maria Rapkievicz foram mortas quando chegavam em casa Foto: Reprodução
Ana Paula Rapkievicz e a mãe Neusa Maria Rapkievicz foram mortas quando chegavam em casa Foto: Reprodução

Seis pessoas foram presas nesta terça-feira (1º) acusadas pelo duplo de homicídio de mãe e filha em Casca, no dia 14 de junho. Um dos presos é ex-genro de uma das vítimas, segundo a Polícia Civil. As prisões aconteceram em três cidades. Os três mandantes do duplo homicídios foram capturados em Casca e um dos atiradores foi capturado em Guaporé. Dois dos investigados já estavam recolhidos no sistema penitenciário, um deles por tráfico de drogas em Casca e o outro por um assalto em Florianópolis (SC). O sétimo envolvido é de Novo Hamburgo, mas não foi localizado nesta terça-feira e é considerado foragido. A Polícia Civil não divulga a identidade dos criminosos em razão da legislação de abuso de autoridade.

Neusa Maria Rapkievicz, 56 anos, e Ana Paula Rapkievicz, 32, foram assassinadas em uma emboscada quando chegavam na propriedade rural em que moravam, na localidade de Capela Geral Velha. Segundo a polícia, o crime foi motivado por brigas entre famílias. O ex-genro e seu pai pagaram R$ 20 mil para quatro criminosos de fora da cidade matarem as duas.

— Pode-se dizer que foram brigas familiares e dinheiro envolvendo famílias. Eles tinham uma relação de parentesco — aponta o delegado Venicios Ildo Demartini.

Dos quatro assassinos contratados, dois são moradores de Casca, um de Novo Hamburgo e o outro é de Palhoça (SC). As investigações apontam que, no dia anterior ao duplo homicídio, um dos mandantes foi até a Região Metropolitana para buscar um dos executores. Naquela noite, houve uma confraternização entre os mandantes do crime e os atiradores contratados. Na tarde dos assassinatos, os mandantes mostraram o local para a emboscada e a rota de fuga. Também foi definido o horário da execução: pouco depois das 19h, quando Neusa e Ana Paula retornariam para residência depois de deixar a neta que visitava Neusa a cada 15 dias em casa. Após o duplo homicídio, os quatro atiradores voltaram para o esconderijo e avisaram os mandantes por telefone. 

Durante os dois meses de investigação, a Polícia Civil apreendeu uma espingarda de pressão adulterada para o calibre .22 e um revólver .32. Este revólver foi enviado para a perícia, pois há suspeita de que a arma tenha sido usada nos assassinatos.

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