
O Rio Grande do Sul registrou seis feminicídios no mês de maio, cinco a menos do que os registrados no mesmo mês do ano passado. As tentativas de feminicídio, no entanto, cresceram de 31 para 37 no período. Levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostra que as ocorrências por ameaças diminuíram 21,3% (de 2.893 para 2.276), as lesões corporais baixaram 19,5% (de 1.499 para 1.207) e os estupros caíram 11,5% (de 104 para 92).
“São muito raros os casos em que o feminicídio é resultado da primeira agressão. Em geral, as
mortes por motivação de gênero são o ponto final de um longo ciclo de violência que, quanto antes for rompido, tem mais chances de preservar as vítimas. Por isso, nesse período de maior recolhimentodomiciliar em razão da Covid-19, é ainda mais fundamental que toda e qualquer suspeita seja levada ao conhecimento das forças de segurança”, observou o vice-governador e secretário de Segurança, Ranolfo Vieira Júnior.
Segundo a SSP, os números refletem a manutenção do trabalho das forças de segurança e da movimentação ainda abaixo do normal nas ruas em razão da pandemia de coronavírus. O número de roubos a transporte coletivo caiu 64,9% em maio deste ano em relação a 2019. Foram 98 ações criminosas contra 279 registrados no ano passado.
Os homicídios, porém, tiveram alta nos índices de criminalidade. O mês teve nove vítimas a mais este ano do que em 2019, passando de 145 óbitos para 154 (6,2%). Ainda assim, os cinco primeiros meses de 2019 registraram 827 ocorrências, contra 770 em 2020.
Desde a chegada da pandemia no Rio Grande do Sul, em março, até o final de maio, 40 presos que ganharam liberdade foram assassinados. O número representa alta de 90% sobre os 21 presos que tiveram liberdade concedida e foram mortos no mesmo período do ano anterior.
Fonte: Correio do Povo
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