
Myrella Allgayer, de 27 anos, está em uma embarcação no porto de Miami. Gaúcha, que era contratada como garçonete, foi “desligada” pela empresa responsável pelo navio e não tem previsão de retorno ao Brasil.
Moradora de Santa Cruz do Sul está há dois meses confinada em cruzeiro nos EUA Muitos brasileiros ainda aguardam retornar para casa em meio à pandemia do coronavírus. A garçonete Myrella Allgayer, de 27 anos, está isolada desde o dia 15 de março em um cruzeiro atracado no porto de Miami, nos Estados Unidos, sem previsão de quando poderá voltar a Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo.
A gaúcha trabalhava em uma embarcação Oceania Cruises, do grupo da Norwegian, que fazia rotas pelo mar do Caribe. Com o surto da Covid-19, os passageiros desembarcaram em Miami e a tripulação foi até Nassau, nas Bahamas, antes de retornar à costa norte-americana — onde está atualmente.
A sensação, segundo Myrella, é de “impotência”. “Não há nada que nós possamos fazer daqui de dentro para resolver a nossa situação. Só podemos esperar, e isso é muito frustrante. É como uma bola de neve: a espera gera ansiedade, gera saudades de casa, gera raiva e tristeza”, relata Myrella. Alguns funcionários de outras nacionalidades retornaram para casa em voos comerciais.
Ela, contudo, desistiu de voar para o Brasil porque a passagem custava entre 3 e 4 mil dólares e muitos voos eram cancelados diariamente. “No início da pandemia, tudo foi mais restritivo. Só podia sair da cabine para comer e trabalhar. Tínhamos horários para aproveitar o sol e se exercitar”, conta.
Myrella Allgayer, de 27 anos, está em uma embarcação no porto de Miami, nos Estados Unidos Arquivo Pessoal O G1 entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores e aguardava retorno até a publicação desta reportagem. Susto nos primeiros dias: “Navio fantasma” Nas primeiras semanas, conforme conta Myrella, os funcionários trabalhavam limpando os restaurantes e empacotando os itens do navio. “Parecia um navio fantasma”, relata.
Ela, contudo, desistiu de voar para o Brasil porque a passagem custava entre 3 e 4 mil dólares e muitos voos eram cancelados diariamente. “No início da pandemia, tudo foi mais restritivo. Só podia sair da cabine para comer e trabalhar. Tínhamos horários para aproveitar o sol e se exercitar”, conta. Myrella Allgayer, de 27 anos, está em uma embarcação no porto de Miami, nos Estados Unidos Arquivo Pessoal O G1 entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores e aguardava retorno até a publicação desta reportagem. Susto nos primeiros dias: “Navio fantasma” Nas primeiras semanas, conforme conta Myrella, os funcionários trabalhavam limpando os restaurantes e empacotando os itens do navio. “Parecia um navio fantasma”, relata.

Myrella Allgayer, de 27 anos, está em uma embarcação no porto de Miami, nos Estados Unidos — Foto: Arquivo Pessoal
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