
Mesmo com a possibilidade do retorno em breve do futebol, Inter e Grêmio não vislumbram a situação virando realidade antes do final de maio, pelo menos. Os jogadores, neste momento, cumprem um período de férias, mas o retorno aos treinos, programado em cada clube para sexta e sábado, respectivamente, não está confirmado. As duas instituições estão impedidas de funcionar devido a um decreto da prefeitura de Porto Alegre.
Além disso, os jogadores precisam de um período mínimo de treinos antes de voltarem a campo para disputar uma partida. A princípio, o mínimo exigido pelas comissões técnicas seria duas semanas de intertemporada para dar uma preparação física aos atletas, que já estão há 45 dias em casa, sem trabalhar nos clubes. O tema vai ser pauta de uma reunião do Comitê Nacional de Clubes, marcada para hoje.
“Com até três jogos em uma semana, os clubes vão precisar de um plantel qualificado e uma avaliação constante dos jogadores para ver quem tem condições de jogar em intervalos curto de tempo. Não tem calendário, e o que tem está submisso à definição das autoridades”, afirmou o vice de futebol do Grêmio, Paulo Luz. Os dirigentes colorados também confirmam que não pretendem forçar uma volta antecipada.
A tendência é que os campeonatos estaduais, que não demandam viagens muito longas, sejam os primeiros a retornar. A ideia é disputá-los em junho ou julho. Depois, começará o Brasileirão. O caso da Libertadores é bem mais complicado, pois depende da abertura das fronteiras entre os países, fechadas devido à pandemia, e também da retomada do tráfego aéreo na América do Sul, neste momento quase paralisado.
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