Quinta, 06 de Agosto de 2026
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Comportamento de Pavon é elogiado dentro e fora de campo

Luís Castro, Renato Portaluppi e Mano Menezes falam da dedicação do jogador durante os jogos e que vai na contramão da postura discreta e tranquila na rotina do vestiário.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
06/08/2026 às 17h42
Comportamento de Pavon é elogiado dentro e fora de campo
Pavón marcou o gol de falta na classificação na Copa do Brasil, contra o Mirassol Foto : Fabiano do Amaral

“Quem incomoda são os rabo de lagartixa". A expressão de Marco Aurélio Severino, ex-roupeiro do Grêmio, embora sem muita lógica, é de alguém conhecedor do vestiário gremista. Alemão, como é chamado, trabalhou no Olímpico, na Arena e no CT Luiz Carvalho por 30 anos. Nesse tempo, cunhou a frase aplicada a jogadores que, sem grandes predicados, fazem mau uso das regalias que a profissão oferece. Ou seja, dão trabalho além da conta para quem convive diariamente com eles. Não é o caso de Pavón.

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Publicamente, Luís Castro foi o terceiro treinador em sequência a defender o camisa 7, personagem da classificação na Copa do Brasil, na quarta-feira, no retorno ao time e à posição de atacante. Antes do português, porém, o argentino era bancado por nomes de longos serviços prestados ao clube.

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"É um cara de grupo, que gosta de trabalhar e que se entrega no campo. Amigo de todo mundo e isso é essencial em um grupo. Trata todo mundo igual", atesta Renato Portaluppi, responsável por dar peso ao número 7. No ano passado, quando o Grêmio atravessava uma fase parecida com a atual, foi o comprometimento do jogador que o fez deixar novamente a reserva para dar sua parcela de contribuição à equipe.

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"Aqui você tem que dar a sua vida o tempo inteiro para passar por esse momento. O clube é forte de camisa. O torcedor quer comportamento. Por que ele entendeu que Pavón está de novo no contexto e está apoiando mais? Porque ele viu isso em Pavón", disse Mano Menezes na época. Reconhecimento saudado também por quem recém-chegou e tirou a titularidade do companheiro.

"O Pavón, durante muito tempo, jogou fora de posição para ajudar os companheiros. É um cara que, naquele momento, mesmo sem o cacoete, ajudou muito. É um cara muito responsável e que nunca deixou de trabalhar. Em momento algum baixou a cabeça", diz o lateral Diego Caito.

É na rotina intramuros, e não nos holofotes das partidas à frente da torcida, que se encontra a explicação para que todos de fato gostem de Pavón. Copa do Mundo e Olimpíada pela seleção da Argentina, passagem no futebol dos Estados Unidos, grandes clubes argentinos, principalmente o Boca Juniors, e uma carreira bem-sucedida, nada muda o comportamento do jogador que trocou Belo Horizonte e o Atlético Mineiro por Porto Alegre e o Grêmio.

Internamente, os depoimentos vão no mesmo sentido dos técnicos. Trata-se de um trabalhador, resiliente, bico calado, não reclama, não tem vaidade, faz o que precisa e não gosta de aparecer. É o que se ouve de quem observa o argentino sorvendo o mate sem chamar atenção no local. É com essa postura que Pavón se mantém à disposição para permanecer no lugar de Tetê, contra o São Paulo.

Passado o desfrute da vitória sobre o Mirassol, a situação no Brasileirão exige recuperação imediata. O Grêmio precisa pontuar na Arena se quiser ter chance de sair da zona de rebaixamento nesta rodada. Não há certeza se Pavón será escalado, mas quem decide isso não tem dúvidas caso o escolha: "Ele vai até os limites da sua capacidade, nunca desiste. Pode estar tudo a correr mal, mas ele não desiste", encerra Luís Castro.