
As equipes que mantêm buscas ao corpo do menino Miguel dos Santos Rodrigues, no litoral Norte, descartaram, no início da tarde desta sexta-feira, que a criança ainda possa ser encontrada “nos locais de terra” em que o corpo era procurado, nos arredores da cidade. Cães farejadores foram levados à pousada onde o menino vivia com a mãe e a namorada dela, antes do crime, mas não encontraram nada. A mulher contou à Polícia ter sedado o filho até a morte.
Os cães foram usados dentro do apartamento, no terreno e no pátio do local onde Miguel residia. “As nossas equipes já descartaram os locais de terra. Rios e lagos também já foram descartados. Agora, as buscas seguem pela orla das praias do litoral Norte. Não vamos desistir”, garantiu o comandante dos Bombeiros em Tramandaí e líder da operação, tenente Elísio Lucrécio.
As mudanças nas buscas ocorreram após Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, a principal acusada pelo crime, ter alterado a primeira versão, na qual disse ter jogado o corpo do garoto no rio Tramandaí. A intenção da procura na pousada era identificar se ele havia sido morto no local e deixado nos arredores, como alegou a mãe, na segunda versão do crime.
As buscas pelo menino seguem mobilizando equipes nas proximidades do mar, do rio e da orla. “Se algum pescador, ou morador, identificar algo parecido com o corpo do menino Miguel, nós iremos fazer a verificação. Temos um bote equipado com ecobatímetro, que consegue visualizar toda a profundidade do rio e nos ajuda bastante. Vamos nos deslocar sempre que houver novas informações sobre o caso”, ressaltou Lucrécio mais cedo.
Relembre o caso
Yasmin segue presa na Penitenciária Estadual de Guaíba. Já a companheira dela, Bruna Nathiele Porto da Rosa, está no Instituto Psiquiátrico Forense, em Porto Alegre, desde a quinta-feira. Segundo a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), a madrasta de Miguel teve de ser transferida após uma tentativa de suicídio. Os exames ainda não tiveram o resultado divulgado.
A mãe de Miguel confessou ter matado a criança após o registro do desaparecimento dele junto à Polícia, na madrugada da quinta-feira da semana passada. Em depoimento à polícia, ela alega que teve a ajuda da namorada no crime. Bruna, entretanto, nega o envolvimento no caso. A madrasta acabou sendo presa em razão de mensagens obtidas no celular dela, comprovando que teve suposta participação em torturas que eram impostas ao menino.
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