Quinta, 30 de Julho de 2026
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Polícia ouve hoje depoimento de mulher agredida durante manifestação pró-intervenção militar em Porto Alegre

Delegado afirma que homem suspeito de efetuar as agressões foi identificado através de vídeos gravados durante a confusão.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Guaíba
20/04/2020 às 10h44
Polícia ouve hoje depoimento de mulher agredida durante manifestação pró-intervenção militar em Porto Alegre

A Polícia Civil espera ouvir nesta segunda-feira o depoimento da mulher que foi agredida durante manifestação que ocorreu nesse domingo, em Porto Alegre, que pedia intervenção do Exército para o fechar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o titular da 17ª Delegacia de Polícia, delegado Cléber Lima, a investigação já trabalha com o nome de um suspeito de ter efetuado as agressões. Imagens de câmeras de monitoramento da região e vídeos da confusão que circulam nas redes sociais também serão analisados durante a investigação.

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“Nós estamos tentando identificar os envolvidos através das imagens que estão circulando pelas redes sociais e também as imagens das câmeras de vigilância do entorno onde aconteceu o fato. Já há o nome de um suspeito de ter agredido e a gente pretende ouvir a vítima para que ela o reconheça”, afirma o delegado.

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Após repercussão nas redes sociais, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre divulgou um posicionamento afirmando que o homem que provocou as agressões está afastado do hospital há mais de uma década. A instituição, em nota, repudiou o ocorrido.

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Ainda conforme o delegado, apenas Márcia Velasques Campos, uma das vítimas, registrou boletim de ocorrência. Nas imagens é possível perceber que outras pessoas foram agredidas, porém, não relataram o fato à polícia.

Márcia contou que ao cruzar pela manifestação, enquanto passeava com seus cachorros, viu três homens agredindo uma jovem. Ao tentar apartar a briga e não deixar a jovem sozinha, Márcia acabou levando socos na boca e no nariz.

O protesto realizado na tarde desse domingo, em frente à sede do Comando Militar do Sul, no Centro Histórico, teve confusão em pelo menos dois momentos, quando uma equipe de reportagem acabou expulsa do local após duas mulheres serem agredidas, e quando uma outra mulher, nua e enrolada em uma bandeira do Brasil, subiu em um muro da Igreja Nossa Senhora das Dores, pedindo a saída do presidente Jair Bolsonaro.

Agentes da Empresa Pública de Transportes (EPTC) e da Brigada Militar (BM) acompanharam a manifestação, e um pequeno efetivo do BOPE chegou a ficar postado, mas sem o uso de escudos. Nenhuma intervenção chegou a ser tomada para dispersar o público que se aglomerou em frente ao prédio.

Confira a íntegra da nota do HCPA:

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