Quinta, 05 de Novembro de 2026

Durigan diz que juros atuais são ‘muito ruins’ para economia e defende medidas ‘sustentáveis’

Durigan disse, ainda, que um dos esforços no quarto mandato do governo Lula será dar condições e estímulos ”corretos” para reduzir a taxa de juros.

Por: Redação Acontece no RS
05/11/2026 às 11h19
Durigan diz que juros atuais são ‘muito ruins’ para economia e defende medidas ‘sustentáveis’
Banco Central decidiu manter a Selic em 13,75% | Foto: Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a adoção de “medidas sustentáveis e estruturais” para conter a taxa de juros no país e disse que, no patamar atual, é “muito ruim” para a economia. A fala ocorre um dia após a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a Selic em 13,75%.

“Brasil, com a taxa de juros nesse patamar, é uma taxa de juros bastante alta e muito ruim para a economia, para todos os setores. Então, precisamos adotar as medidas necessárias para que a gente dê as condições para que, de maneira sustentavel e estrutural, o brasil diminua a taxa de juros”, disse.

O ministro tem defendido um ajuste fiscal gradual na melhoria das contas públicas e no cumprimento dos compromissos de campanha, sem qualquer motivo que justifique um clima de medo ou alarme no mercado.

Durigan disse, ainda, que um dos esforços no quarto mandato do governo Lula será dar condições e estímulos ”corretos” para reduzir a taxa de juros.

Não há previsão de que uma proposta fiscal seja apresentada nos próximos dias. A expectativa é de que uma sinalização inicial seja feita após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da COP 31.

“[O foco] É cumprir o que a gente já tem feito nesses quatro anos aqui no Ministério da Fazenda, em que a gente enfrenta um déficit que veio do governo Bolsonaro, e dar as condições para que a gente tenha um superávit a partir do próximo ano. Claro, que sempre muito atentos aos compromissos e ao que foi o resultado das eleições”, completou.

Imposto seletivo

A jornalistas, Durigan reforçou que a implementação gradual do Imposto Seletivo será a partir de 2027. Segundo ele, a previsão é de que o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) continue no mês de janeiro e, em fevereiro, passe a ser cobrada a nova tarifa.

Criada pela Reforma Tributária, a taxa prevê aumentar a tributação de produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente a partir de 2027. Também conhecido como “imposto do pecado”, deve alcançar bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros, além de apostas esportivas e até veículos com alto nível de poluição.

Fonte: R7