
O secretário municipal de Educação de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Ildo Junior da Silva Dias, foi afastado do cargo por 180 dias por determinação judicial nesta segunda-feira (26). Ele é investigado por suspeita de utilizar documentação falsa para comprovar sua escolaridade ao assumir uma função pública.
A investigação é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Brigada Militar, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal. Durante a operação, foram realizadas buscas na Prefeitura de Cachoeirinha, na Secretaria Municipal de Educação e na residência do investigado.
Conforme as informações divulgadas pelo delegado Pablo Maciel Soares, a apuração envolve suspeitas dos crimes de uso de documento falso e falsidade ideológica. A hipótese investigada é de que Ildo Junior tenha apresentado um certificado irregular em 2017, quando assumiu um cargo comissionado que exigia ensino médio completo.
Segundo a investigação, o secretário teria concluído essa etapa de ensino somente em 2025, por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A Polícia Civil esclareceu que apenas Ildo Junior é investigado na operação e que a administração pública municipal não é alvo de suspeitas.
Em manifestação oficial, a Prefeitura de Cachoeirinha informou que os documentos apresentados pelo secretário passaram por procedimentos administrativos de verificação na época de sua nomeação. O município também anunciou que solicitará acesso ao inquérito para compreender os fundamentos da investigação e prestar esclarecimentos à população.
A administração municipal afirmou que cumprirá integralmente as determinações judiciais e ressaltou o respeito à presunção de inocência e ao direito de defesa. Segundo o g1 RS, Ildo Junior foi procurado para comentar o caso, mas não havia respondido até a última atualização da reportagem.
O secretário é filho da prefeita interina de Cachoeirinha, Jussara Caçapava (Avante), eleita em uma eleição suplementar realizada em abril de 2026. Ela e o vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, conhecido como Mano (PL), tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral.