Sábado, 10 de Outubro de 2026

Civilidade e respeito têm marcado transições no Estado

Processos de troca de poder são tranquilos desde 1998.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
10/10/2026 às 09h02
Civilidade e respeito têm marcado transições no Estado
Processos de troca de poder são tranquilos desde 1998 – Foto: Alina Souza / CP

O primeiro encontro pessoal entre o governador Eduardo Leite (PSD) e o sucessor, Luciano Zucco (PL) ocorreu em tom leve e amistoso, nesta sexta-feira, no Piratini. Ambos mencionaram a maturidade institucional do Rio Grande do Sul e que o processo será conduzido de forma republicana. Considerando os perfis de Leite e Zucco e dos integrantes escolhidos para as equipes que irão atuar na transição, não há indicativos de que ocorrerão embates ou ruídos. Apesar de posições distintas em pautas como as concessões de estradas estaduais.

Considerando as últimas passagens de bastão no Estado, a civilidade e as relações de respeito prevaleceram, mesmo nos anos em que as campanhas contaram com climas mais acirrados. Foi assim na transição entre Tarso Genro (PT) e José Ivo Sartori (MDB), no final de 2014, quando o foco da transição foi o fluxo de caixa, limite de depósitos judiciais, contratos e obras pendentes, e também entre Sartori e Eduardo Leite, que à época havia sido eleito pelo PSDB, em 2018. A relação institucional foi considerada exemplar, apesar dos embates na campanha e a transição teve como destaque a severa crise fiscal do Rio Grande do Sul. Em 2022, de Ranolfo Vieira Júnior, vice que ascendeu ao comando do Estado em março daquele ano, com a renúncia de Leite, não houve transição, em função da permanência do mesmo grupo político no Piratini.

O processo de transição atípico, tumultuado e belicoso ocorreu na troca de governo entre Antônio Britto (MDB) e Olívio Dutra (PT). Depois de uma campanha acirradíssima, a transição foi uma espécie de terceiro turno, com embates, investidas e ausência de diálogo. A equipe do petista acusou o governo Britto de esconder informações sobre a gestão e de mascarar dados. O ápice se deu na posse, com a ausência de Britto, que não passou o cargo para Olívio.