
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), pretende reduzir a estrutura do Executivo estadual a partir de 2027. A proposta apresentada por ele é diminuir das atuais 30 secretarias para um número entre 15 e 20 pastas, com a reunião de áreas da administração.
Zucco afirmou que ainda não serão divulgadas quais secretarias poderão ser agrupadas. Segundo o governador eleito, a medida faz parte da intenção de enxugar a máquina pública e reduzir a quantidade de estruturas existentes no governo estadual.
A transição também começou a ser articulada. Zucco já conversou com o governador Eduardo Leite (PSD) e informou que uma primeira reunião preliminar deve ocorrer nesta semana. A expectativa apresentada por ele é de que o processo de transição tenha início na próxima segunda-feira.
Ainda com mandato de deputado federal até o fim do ano, Zucco pretende aproveitar sua atuação em Brasília para tratar de pautas relacionadas ao Estado. Entre os temas citados estão a renegociação da dívida gaúcha com a União, atualmente superior a R$ 100 bilhões, e a prorrogação do Fundo do Plano Rio Grande, o Funrigs.
Para o próximo governo, Zucco apontou o desenvolvimento econômico como uma das principais prioridades. Ele mencionou investimentos em infraestrutura, logística, conectividade e energia, além da ampliação da internet e da energia trifásica no Interior, qualificação profissional, liberdade econômica, segurança jurídica, redução da burocracia e maior agilidade nos licenciamentos.
Na Assembleia Legislativa, a coligação formada por PL, Podemos, Novo e Federação União-PP elegeu 27 deputados estaduais. Apesar da proximidade de uma maioria simples, Zucco afirmou que pretende dialogar também com parlamentares de outras siglas, embora ainda não existam conversas formais com partidos como MDB e PSD.
Na área de resiliência climática, o governador eleito indicou como prioridade a retirada de moradores de áreas de risco. Ele também citou ações de desassoreamento e dragagem de arroios urbanos e afirmou que projetos de maior porte, como diques, poderão continuar em tramitação após análise da nova gestão.