
Por Eduardo Rodrigues, COO da Ollow
Durante mais de dez anos, a gente construiu em Londrina, no norte do Paraná, um dos principais CRMs brasileiros. A Moskit chegou a cerca de 10 mil usuários ativos organizando funil, proposta e meta de time comercial. Funcionava. E foi olhando o que funcionava que a gente percebeu o que estava ficando para trás.
O vendedor brasileiro não vende dentro do sistema. Ele vende no WhatsApp.
Negocia preço por áudio, manda proposta em PDF, fecha com um "pode mandar o boleto". Depois, se sobra tempo, abre o CRM e digita o que lembra. O sistema vira um diário atrasado da venda, e o gestor decide em cima de um resumo incompleto.
A Ollow nasce dessa constatação. Não é uma troca de logotipo. É uma mudança de ponto de partida: em vez de colocar o WhatsApp dentro da plataforma, a gente coloca a plataforma dentro do WhatsApp.
O nome parece complicado, mas a ideia é simples. É uma plataforma em que marketing e vendas acontecem na conversa, e a conversa alimenta todo o resto. A campanha sai pelo WhatsApp, o cliente responde, o vendedor atende ali mesmo e o negócio se registra sozinho, com o histórico inteiro junto.
Isso muda três coisas no dia a dia. O vendedor para de digitar e volta a vender. O gestor enxerga quais conversas viram negócio, de qual campanha elas vêm e quanto tempo o time leva para responder. E a inteligência artificial passa a trabalhar com contexto real, não com dado frio de formulário.
Esse último ponto importa. Segundo o State of GTM Brasil 2026, da HubSpot, 86% das empresas brasileiras planejam investir mais em IA, mas só 7,8% têm IA integrada à operação. A distância entre os dois números tem explicação: IA sem contexto é ruído. E o contexto de uma venda no Brasil está na conversa.
Porque é onde o seu cliente já está. O brasileiro resolve a vida pelo WhatsApp: marca consulta, pede orçamento, negocia o carro. E-mail a gente abre quando dá. Mensagem a gente responde.
O problema é que a maioria das empresas ainda trata esse canal como improviso. Cada vendedor com o seu número, a sua lista, o seu jeito. Quando ele sai da empresa, a carteira sai junto. Investir no WhatsApp não é mandar mais mensagem. É dar método ao que o time já faz, sem tirar o que faz dar certo: a conversa de gente com gente.
Vale para a indústria em Caxias do Sul, para o varejo em Canoas, para a prestadora de serviço em Santo Ângelo. Quem vende no Sul sabe que negócio se fecha em relacionamento, não em formulário.
A gente fez essa virada sem sair de casa. A Ollow continua uma empresa de Londrina, e isso não é detalhe de endereço. É estar perto de empresas de verdade, com time enxuto e meta para bater no fim do mês.
A Moskit nos ensinou a organizar a venda.
A Ollow existe para dar continuidade a ela.
Ollow. Conversas que continuam.