
O movimento liderado pelo governador Eduardo Leite , que migrou do PSDB para o PSD, alterou significativamente o equilíbrio de forças do seu novo partido na Assembleia Legislativa. Em números, o partido saiu de uma vaga — de Gaúcho da Geral, com seus 32,7 mil votos — para os atuais oito deputados. Porém, se a expansão foi forte, mantém-lo parece um desafio pouco reconhecido por algumas lideranças, mas que está na ponta do lápis, especialmente para os deputados atuais.
Baixas importantes: O partido perderá nomes na disputa estadual, como Ernani Polo, que será o candidato a vice-governador na chapa de Gabriel Souza (MDB), e Frederico Antunes, que concorrerá ao Senado. Vindos do PP, ambos somaram mais de 100 mil votos em 2022. No caso de Antunes, há herdeiros eleitorais na região da Fronteira. No de Ernani, há o reconhecimento interno de que parte dos votos acabará migrando para nomes da sigla anterior.
Projeções: Enquanto otimistas projetam atingir as oito cadeiras, as visões mais realistas asseguram seis, e os pessimistas indicam uma queda para cinco, devido à falta de uma identidade clara da sigla no Estado e ao "fatiamento" dos votos de lideranças que migraram para a legenda. Entre os oito deputados atuais, quatro vieram do PSDB, dois do PP, um da União Brasil e um do PSB.
A visão otimista: A aposta para fortalecer a nomeação inclui ex-prefeitos, como Paula Mascarenhas (Pelotas) e Jorge Pozzobom (Santa Maria), ambos ex-PSDB. Há ainda um ponto que os membros da sigla acreditam que farão a diferença: as entregas do governo do Estado e também um rol de candidatos que poderão obter votações menores, mas ajudando na soma total.