
A Polícia Ciivil confirmou nesta quarta-feira a prisão de um dos suspeitos de envolvimento na execução de um homem, registrada na manhã de segunda-feira no bairro Santana, em Porto Alegre. A prisão ocorreu ainda na terça-feira, como resultado da investigação realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ª DHPP), conduzida pelo delegado Eric Seixas Dutra.
Conforme a investigação, participação direta na execução de Jaider Torrão Ferreira Júnior, de 35 ano, considerado pela Polícia como uma das lideranças na facção “Bala na Cara”. Ele foi morto com dezenas de disparos quando chegava para atendimento médico na rua Gastão Rhodes, nas proximidades da avenida Vicente da Fontoura.
Após o crime, equipes da 2ª DHPP iniciaram diligências ininterruptas, utilizando técnicas de inteligência policial, análise de imagens de videomonitoramento, oitivas e outras medidas investigativas que permitiram identificar um dos executores do delito. A prisão do envolvido ocorreu em Canoas, após monitoramento ao suspeito, que foi abordado no momento em que saía da sua residência.
Conforme o delegado, a rápida identificação e prisão do investigado demonstram a capacidade de resposta da Polícia Civil no enfrentamento aos crimes contra a vida e às organizações criminosas. "A identificação e a prisão de um dos executores em menos de 48 horas evidenciam a eficiência do trabalho investigativo desenvolvido pela equipe da 2ª DHPP. Desde os primeiros momentos após o crime, todas as diligências foram concentradas na identificação dos autores. As investigações prosseguem com prioridade absoluta para responsabilizar todos os envolvidos, inclusive eventuais mandantes e demais partícipes", afirmou.
A Polícia Civil ressaltou, ainda, que a investigação permanece em andamento e novas medidas cautelares e operacionais poderão ser adotadas para esclarecer integralmente a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e promover a responsabilização criminal de cada um deles.
O homem executado a tiros na manhã de segunda-feira, em frente a uma clínica de fisioterapia, no bairro Santana, em Porto Alegre, já havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio registrada anteriormente em Canoas. Identificado como Jaider Torrão Ferreira Júnior, de 35 anos, ele foi morto com dezenas de disparos quando chegava para atendimento médico na rua Gastão Rhodes, nas proximidades da avenida Vicente da Fontoura.
Natural de Canoas, Jaider utilizava tornozeleira eletrônica e possuía antecedentes criminais. Conforme a Brigada Militar, ele já havia sido alvo de um atentado no ano passado, em Canoas, ocasião em que quatro suspeitos foram presos.
A vítima chegou ao local dirigindo um veículo Peugeot, estacionou e desembarcou para atravessar a rua em direção à clínica, onde realizaria uma sessão de fisioterapia. Foi nesse momento que criminosos, que aguardavam em um Renault Captur branco estacionado em frente ao estabelecimento, desembarcaram e abriram fogo.
Os disparos atingiram principalmente a região da cabeça da vítima, que morreu no local antes da chegada do socorro. No cenário do crime, peritos localizaram cerca de 30 cápsulas de munição espalhadas pela via. A avaliação preliminar indicou que Jaider pode ter sido atingido por 20 e 22 disparos, número que ainda será confirmado pelo exame de necropsia.
Após a execução, os autores roubaram um táxi para fugir. O motorista não foi levado pelos criminosos. O veículo foi abandonado pouco tempo depois, na rua São Luís, sobre a calçada, na entrada de um prédio residencial. No local, os suspeitos embarcaram em outro automóvel e conseguiram escapar.
O Renault Captur utilizado na emboscada permaneceu no local do crime. Conforme a investigação, o veículo havia sido roubado no ano passado e também passou por perícia.
Apesar da violência da execução, a rua Gastão Rhodes é predominantemente residencial e não é conhecida por ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas, o que reforça a hipótese de que os criminosos aguardavam especificamente a chegada da vítima.
Em nota, a Brigada Militar informou que a vítima utilizava tornozeleira eletrônica, possuía antecedentes criminais e já havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio. A corporação também confirmou que, após o assassinato, os criminosos roubaram um veículo para fugir, abandonaram o automóvel pouco depois e seguiram a fuga.