Segunda, 24 de Agosto de 2026
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Música nativista no inverno: os festivais gaúchos que não podem ser perdidos em 2026

Coxilha Nativista de Cruz Alta e Canto Nativo abrem a temporada de festivais nativistas no inverno gaúcho de 2026; veja datas e locais.

Por: Renata Oliveira
29/06/2026 às 20h47
Música nativista no inverno: os festivais gaúchos que não podem ser perdidos em 2026

O inverno é a estação mais gaúcha do calendário — e também a temporada em que a música nativista volta a ocupar os palcos do interior do Rio Grande do Sul. Entre o fim de julho e setembro de 2026, cidades de diferentes regiões do estado recebem festivais que revelam compositores, premiam novas canções e reúnem famílias inteiras em noites frias regadas a chimarrão e violão.

O principal deles abre a temporada em Cruz Alta. A 46ª Coxilha Nativista acontece de 27 de julho a 1º de agosto, no Ginásio Municipal de Esportes Dr. José Westphalen Côrrea. Realizada sem interrupção desde 1981, a Coxilha é considerada um marco da música regional brasileira e, nesta edição, ocorre ao lado da 40ª Coxilha Piá, da 9ª Coxilha Instrumental e da Coxilha vai às Ruas. Tradicionalmente, o festival tem entrada franca.

Logo na sequência, Santo Augusto recebe o 17º Canto Nativo, nos dias 14 e 15 de agosto, no Centro de Eventos do Sindicato Rural. O festival seleciona canções inéditas e tem como objetivo declarado valorizar a musicalidade nativista em todas as suas tendências, além de projetar o município no cenário cultural gaúcho.

Agosto e setembro completam o circuito com encontros que se repetem ano a ano no calendário do segundo semestre. A Moenda da Canção, em Santo Antônio da Patrulha, e o Ronco do Bugio, em São Francisco de Paula, costumam ocorrer em agosto; já setembro emenda na Semana Farroupilha, com festivais como o Canto Farroupilha, em Alegrete. As datas exatas dessas edições de 2026 ainda dependem da publicação dos regulamentos oficiais.

Mais do que shows, esses festivais são a engrenagem que mantém viva a canção do Rio Grande. Foi em palcos assim que nasceram clássicos do cancioneiro gaúcho e despontaram nomes hoje consagrados. A Secretaria de Turismo do estado reconhece o movimento nativista — da Califórnia de Uruguaiana à Coxilha de Cruz Alta — como patrimônio cultural e uma das principais portas de entrada para novos talentos da música regional.

Para quem pretende acompanhar, vale planejar com antecedência: boa parte dos eventos tem entrada gratuita e estrutura de acampamento, a tradicional "cidade de lona", com versões mirins voltadas ao público infantojuvenil. Como a programação se espalha por noites de inverno, o conselho é simples — leve agasalho, confira datas e regulamentos nos canais oficiais de cada festival e escolha qual coxilha vale a viagem.

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