

A temporada junina vive seu auge no interior do Rio Grande do Sul nesta semana. Com o São João celebrado na terça-feira (24) e o São Pedro marcado para o próximo domingo (29), arraiais, quermesses e arrasta-pés tomam conta de praças, pátios de escolas, paróquias e centros de tradições por todo o estado, embalados por forró, fogueira e mesa farta de comida típica.
No Sul, a festa junina segue o modelo das quermesses comunitárias: barracas de madeira, bandeirinhas coloridas, quadrilha, pescaria e brincadeiras para as crianças. A festa é menos midiática do que os grandes arraiais do Nordeste, mas tem forte presença de bairro — quem organiza costuma ser a escola, a igreja ou o CTG da cidade, e a renda muitas vezes vira reforma de telhado ou ação social.
A grande marca gaúcha é o calendário esticado. Por causa do frio intenso de junho e julho, muitas comunidades do interior preferem realizar suas festas já no mês seguinte, quando passam a ser chamadas de festas julinas. Ou seja: quem perdeu o São João ainda tem semanas de programação pela frente, com arraiais espalhados ao longo de julho.
A mesa também ganha sotaque local. Ao lado dos clássicos da festa junina — canjica, pé de moleque, milho, pamonha e pipoca —, as barracas gaúchas servem o que aquece a noite fria: quentão, vinho quente, cuca e, em boa parte das cidades, o pinhão assado na brasa, símbolo do inverno serrano.
Como a maioria dos eventos é organizada por escolas, paróquias e CTGs, as datas variam de cidade para cidade e mudam a cada ano. Para não errar, vale conferir o calendário oficial de eventos turísticos da Setur-RS e os canais da prefeitura local, que costumam divulgar a programação confirmada poucos dias antes.
Se a ideia é cair no arraial neste fim de semana ou em julho, a recomendação é simples: vá agasalhado, porque a noite gaúcha não perdoa, e fique de olho na agenda da sua cidade — no interior do RS, a temporada de forró e fogueira está só começando.
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