
Com a chegada do frio, o consumo de gás cresce nas casas do Rio Grande do Sul — e a conta sobe junto. O inverno é a época em que mais se gasta gás de cozinha e dos aquecedores, por causa dos banhos quentes, do fogão ligado por mais tempo e do aquecimento dos ambientes. O peso é sentido tanto por quem usa botijão (GLP) quanto por quem tem gás encanado.
A pressão não vem só do uso. Em fevereiro de 2026, a Sulgás passou a aplicar novas tabelas, com reajuste de 11% para o segmento residencial de gás natural canalizado. Já no caso do botijão de 13 quilos, o mais comum nas residências, o preço varia conforme a cidade e a revenda — e costuma pesar mais justamente quando o consumo aumenta. Sulgas
A maior parte do gasto no inverno está no banho. Aquecedores a gás e chuveiros ligados por muito tempo consomem rápido. Reduzir a duração do banho, fechar o registro enquanto se ensaboa e regular o aquecedor para uma temperatura confortável, sem exageros, já corta boa parte da conta sem tirar o conforto.
Na cozinha, pequenos hábitos somam. Tampar as panelas acelera o cozimento e economiza gás; usar a boca do fogão no tamanho da panela evita desperdício de chama; e planejar as refeições para aproveitar o fogão de uma vez reduz o tempo de uso. Manter os bicos limpos também ajuda — chama amarela indica queima ineficiente e gasto maior.
A manutenção faz diferença no longo prazo. Mangueira e registro dentro da validade evitam vazamentos, que, além do risco, fazem o gás acabar antes da hora. Quem usa botijão pode comparar preços entre as revendas e desconfiar de valores muito abaixo do mercado. Já quem tem gás encanado deve acompanhar a fatura para identificar consumo fora do normal.
Passar o inverno aquecido sem estourar o orçamento é questão de ajuste de hábitos, não de privação. Banhos mais curtos, fogão usado com critério e atenção à manutenção fazem diferença real na conta no fim do mês — e ajudam o gaúcho a atravessar os meses mais frios com mais tranquilidade.
Receba as principais notícias do Rio Grande do Sul em primeira mão.