
As cotações da carne de frango mostram reação no mercado doméstico, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. A avaliação é que o período de pagamento de salários, em que consumidores geralmente têm maior poder de compra, e a volta às aulas contribuíram para aquecer a demanda e sustentar os preços da proteína. Agentes consultados pelo Cepea apontam ainda que os estoques estão relativamente ajustados à demanda, o que evita pressão sobre as cotações.
No mercado externo, o cenário também é de preços firmes. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços analisados pelo Cepea, as exportações brasileiras de carne de frango in natura ocorreram em ritmo recorde neste início de agosto. Nos cinco primeiros dias úteis do mês, o volume médio diário embarcado atingiu 30 mil toneladas, o maior já registrado em toda a série histórica da secretaria, iniciada em 1997.
Outro levantamento do Cepea divulgado nesta sexta-feira (14) mostra que os embarques de ovos iniciaram o segundo semestre em alta, sustentados, principalmente, pelo expressivo aumento das vendas externas de produtos processados entre junho e julho. No mês passado, essa categoria, que inclui itens como ovalbumina e ovos secos/cozidos, registrou o melhor desempenho para um mês de julho de toda a série histórica da Secex.
De acordo com dados da secretaria, compilados e analisados por pesquisadores do Cepea, o Brasil exportou 2,68 mil toneladas de ovos in natura e processados em julho, volume 3,3% superior ao embarcado em junho, mas 49% inferior ao de julho de 2025. Do total exportado, cerca de 1,21 mil toneladas corresponderam a produtos processados, um salto de 122% frente ao volume embarcado no mês anterior (548 toneladas).