
Quando o frio aperta no Rio Grande do Sul, a cozinha vira o cômodo mais disputado da casa. É a hora dos cozidos de panela, daqueles que passam horas no fogo baixo e enchem a casa de cheiro. Entre os preferidos da estação está o barreado, um prato de carne desmanchada que tem feito cada vez mais sucesso nas mesas gaúchas no inverno.
Vale o registro: o barreado nasceu no litoral do Paraná, em cidades como Morretes e Antonina, onde é servido tradicionalmente no Carnaval. O nome vem da técnica de "barrear" — vedar — a panela de barro com uma pasta de farinha de mandioca, para que a carne cozinhe lentamente, no vapor, sem perder o sabor. O resultado é uma carne que se desfaz no garfo e um caldo grosso e encorpado.
Justamente por exigir cozimento longo e render bastante, o prato caiu no gosto de quem cozinha em dia de frio no RS. A receita não tem segredo difícil: o trabalho é quase todo do tempo. Carne, toucinho, cebola e temperos vão à panela em camadas e cozinham por horas até desmanchar, sem pressa.
Para quem prefere ficar em casa gaúcha de raiz, o ensopado de costela com mandioca é o clássico que nunca falha no inverno. A costela cozida lentamente solta do osso, a mandioca engrossa o caldo e o prato sai reconfortante, perfeito para acompanhar um vinho ou uma cuca de sobremesa.
Os dois pratos têm em comum o fogo baixo e a paciência — ingredientes que combinam com tarde fria, casa cheia e nada de pressa. São receitas pensadas para render e para reunir gente em volta da mesa.
Se o fim de semana promete frio, vale separar a panela maior, deixar o cozido tomando conta do fogão e reservar a tarde. O resto é esperar o cheiro tomar conta da casa.
Receitas
Barreado (rende cerca de 8 porções)
Ingredientes:
Modo de preparo:
Ensopado de costela com mandioca (rende cerca de 6 porções)
Ingredientes:
Modo de preparo:
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