
O inverno chegou com força ao Rio Grande do Sul. Com a primeira grande onda de frio da estação avançando sobre o Sul do país nesta semana, sobe também a procura por aquilo que aquece o gaúcho de dentro para fora: quentão, chocolate quente e brigadeiro. Nas cafeterias e docerias do estado, o frio é o melhor cardápio.
A frente fria que espalha chuva e frio sobre o Sul abre caminho para uma massa de ar polar que deve ser a mais forte a passar pelo Brasil até agora neste ano. O período mais gelado é esperado entre os dias 24 e 26 de junho, com potencial para geada ampla nos estados do Sul e possibilidade de neve nas áreas mais altas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Ou seja: tempo perfeito para uma bebida quente na mão.
Não é à toa que, nessa época, o quentão volta a reinar. Bebida típica das festas de inverno — feita com cachaça ou vinho, gengibre, cravo e canela —, ele marca presença das festas juninas às noites mais frias de julho. Ao lado dele, o chocolate quente cremoso e o brigadeiro, seja de colher, gourmet ou na versão tradicional, completam o trio que define o paladar do inverno gaúcho.
O frio também transforma cafeterias e docerias em ponto de encontro. Com as temperaturas em queda, cresce o movimento em busca de fondue, chocolate quente e doces de colher, especialmente na Serra Gaúcha, onde cidades como Gramado e Canela fazem do inverno e do chocolate um cartão de visitas. Pelo interior do estado, confeitarias de bairro apostam em versões caseiras para atrair quem quer espantar o frio com uma sobremesa.
Para aproveitar sem sustos, vale se agasalhar bem antes de sair e ficar atento às madrugadas: com risco de geada, as estradas pedem cautela no começo do dia. E, se a ideia é uma tarde quentinha, prestigiar a doceria do seu bairro é uma forma de manter a tradição — e a economia local — aquecida neste inverno.
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