Terça, 28 de Julho de 2026
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Raiva dos herbívoros avança e RS emite alerta sanitário em três regiões

Seapi emite alerta de raiva dos herbívoros no RS após focos em São Francisco de Paula e Caraá. Risco de avanço atinge três regiões; veja os cuidados.

Por: Renata Oliveira
15/06/2026 às 22h35
Raiva dos herbívoros avança e RS emite alerta sanitário em três regiões
Foto: Divulgação

A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) emitiu um novo alerta sanitário para raiva dos herbívoros no Rio Grande do Sul. Os focos atingem os municípios de São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, e Caraá, no Litoral Norte, com risco de avanço para outras cidades de três regiões.

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Segundo o documento, a doença pode evoluir para localidades como Canela, Três Coroas, Riozinho e Maquiné, além de Rolante, no Vale do Paranhana. Neste ano, o estado já registra ao menos 45 focos ativos da enfermidade, distribuídos em dez regiões.

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A raiva dos herbívoros é controlável de forma preventiva, por meio da vacinação em massa dos animais. A imunização e o reforço são considerados fundamentais para proteger rebanhos bovinos, bubalinos, equinos, ovinos e suínos.

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De acordo com o coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da Seapi, Wilson Hoffmeister, alguns focos já vêm sendo registrados na Serra e no Litoral desde o ano passado. “O alerta sanitário é importante para estimular os produtores a vacinarem os rebanhos e informarem a localização dos refúgios, auxiliando o trabalho das equipes da Secretaria na captura destes animais”, afirma.

Apenas as equipes dos Núcleos de Controle da Raiva Herbívora da Seapi estão capacitadas e vacinadas para capturar os animais. Ao identificar refúgios de morcegos, o produtor deve avisar imediatamente a Inspetoria ou o Escritório de Defesa Agropecuária do seu município.

Este é o terceiro alerta emitido em 2026. Os dois primeiros miraram Piratini e municípios vizinhos, em fevereiro, e Tiradentes do Sul e São Nicolau, em abril. A doença é transmitida principalmente pelo morcego-vampiro e é fatal após o início dos sintomas, o que torna a notificação rápida ao serviço veterinário essencial.

Produtores que notarem animais com dificuldade para engolir, salivação excessiva, andar cambaleante ou marcas de ataque de morcego devem comunicar o caso de imediato ao serviço veterinário oficial. Nunca se deve tentar abrir a boca de um animal com suspeita da doença. Mais informações estão disponíveis no site agricultura.rs.gov.br.

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