Terça, 28 de Julho de 2026
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Costella garante conclusão das rodovias do Alto Jacuí e explica os atrasos

Costella lembrou que, quando assumiu a secretaria, muitas das ligações asfálticas esperadas pela região não tinham perspectiva concreta de execução.

Por: Renata Oliveira
15/06/2026 às 20h16
Costella garante conclusão das rodovias do Alto Jacuí e explica os atrasos
Foto: Divulgação

O deputado estadual Juvir Costella (MDB), ex-secretário de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul, afirmou que os recursos para as obras das rodovias ERS-506, ERS-510 e ERS-451, no Alto Jacuí, estão assegurados e que os empreendimentos serão concluídos. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Cidade 104.9 FM, de Ibirubá, em que o parlamentar reconheceu a insatisfação da população com os atrasos.

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Costella lembrou que, quando assumiu a secretaria, muitas das ligações asfálticas esperadas pela região não tinham perspectiva concreta de execução. Segundo ele, o cenário mudou após a reorganização financeira do Estado e a criação de mecanismos para viabilizar investimentos em infraestrutura. “Enquanto fui secretário, não prometi nenhuma estrada. O que eu disse foi que faríamos as obras, e essas são algumas rodovias que começaram e vão terminar”, declarou.

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Sobre os atrasos, o deputado afirmou que o problema não é falta de dinheiro, mas questões técnicas surgidas durante a execução — entre elas alterações de traçado, desapropriações, exigências da fiscalização e mudanças nos materiais previstos. O principal exemplo, segundo ele, foi a troca do modelo de pavimentação, depois que estudos de tráfego apontaram um volume de veículos pesados maior do que o esperado.

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“O estudo mostrou que o asfalto inicialmente previsto não suportaria o fluxo de caminhões. Daqui a dois ou três anos estaria se soltando. Por isso foi preciso mudar para o CBUQ, que oferece muito mais durabilidade”, explicou. A mudança elevou os custos: hoje, o quilômetro de pavimentação pode passar de R$ 3 milhões, conforme o terreno e as características do projeto.

Costella reconheceu que houve lentidão no cronograma das obras conduzidas pelo modelo do Comaja, mas negou que estejam paralisadas. Para ele, a ausência de máquinas na pista nem sempre significa interrupção, já que parte do trabalho ocorre nas fases de engenharia e liberações técnicas. O parlamentar também atribuiu parte da demora ao rigor da fiscalização: “Obra mal feita não é paga. Se o material não atende ao projeto, precisa ser corrigido”, afirmou.

Para o morador do Alto Jacuí que acompanha as obras, a expectativa é de avanço nos próximos meses. Costella garantiu que a ERS-506 já mostra a qualidade do projeto e que a ERS-510 e a ERS-451 têm recursos reservados. “O dinheiro está reservado, os projetos estão definidos e essas rodovias vão acontecer. Não existe risco de abandono”, concluiu.

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