
Faltando três semanas para a eleição, as campanhas para o governo gaúcho começam a se intensificar. Nesta etapa, as coligações tendem a dividir os candidatos em diferentes regiões para aumentar o alcance da campanha. Ainda assim, com o aumento da frequência da divulgação de pesquisas eleitorais e dos debates, as táticas se moldam a cada mudança de cenário ou grande acontecimento.
Nas principais candidaturas ao governo do RS, a tendência, até o momento, é de uma estratégia similar, com os cabeças de chapa focando na campanha corpo a corpo na região metropolitana de Porto Alegre, com os vices e candidatos ao Senado cumprindo agendas no interior.
Seguindo uma tendência comum aos candidatos, a campanha do emedebista deve seguir focada na região metropolitana, muito em virtude da agenda de debates nos próximos dias. Ernani Polo (PSD), que tem como berço político a região noroeste do estado, ficará articulando a campanha pelo interior.
Ainda na majoritária, os candidatos ao Senado da chapa devem seguir caminhos diferentes. Frederico Antunes (PSD), que tem uma articulação forte na fronteira oeste, deve seguir acompanhando Gabriel na campanha. Já Germano Rigotto (MDB) tem uma campanha mais autônoma. “Como o Rigotto já foi governador, ele é mais conhecido, então acaba fazendo um caminho próprio em outras regiões”, comentou Janir Branco, coordenador de campanha da coligação "Nosso Rio Grande Não Para".
A coligação “Frente Ampla” também deve seguir para diferentes regiões nos próximos dias. Juliana Brizola (PDT) deve manter a estratégia que tem sido aplicada ao longo da campanha, tentando reforçar o potencial da candidatura na região metropolitana e Vale dos Sinos. Edegar Pretto (PT), que fará campanha na região noroeste e sul nesta semana, comentou sobre essa tendência. “Chegar um ponto que não conseguimos seguir nas mesmas agendas, então a ideia é nos dividirmos. Pimenta e Manuela, cada um em uma região. O mesmo vale para mim e Juliana’, indicou o candidato.
A organização de campanha de Paulo Pimenta (PT), candidato ao Senado, foi consultada, mas não especificou nenhuma região limitada de atuação. Manuela d’Ávila também foi consultada, mas também não indicou nenhum roteiro para os próximos dias.
A coligação “O Rio Grande Pode Mais” que tem se dividido em grande parte da campanha, com a estratégia de tornar Zucco uma figura conhecida no interior do estado, deve ficar próximo neste restante de campanha. A vice da chapa, Silvana Covatti (PP) deve acompanhar Zucco em grande parte das agendas até o fim do primeiro turno.
Apesar da tática utilizada até aqui, Zucco deve ficar mais na região da grande Porto Alegre nos próximos dias. “Teremos poucas incursões no interiro. Vamos focar na campanha de rua neste período, além de apostarmos no potencial que temos para crescer na região metropolitana”, afirma Everton Braz, coordenador da campanha de Zucco e presidente estadual do Podemos.
Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem, candidatos ao Senado, devem cumprir agendas junto de Zucco nos próximos dias, na região das Missões, Noroeste e Norte do RS.
A candidatura tucana também se divide desde o início da campanha. Marcelo Maranata (PSDB) tem focado nas cidades da região metropolitana e nas comunidades da grande Porto Alegre. O vice da chapa, Claudio Diaz (PSDB), tem atuado na região Sul do RS, onde tem força política e boa articulação com o setor agropecuarista.
Os candidatos ao Senado, Milton Cardoso (PSDB) e Renato Jaguarão (Cidadania), devem seguir com agendas autônomas, sem grandes ações junto de Maranata neste período que falta até o pleito.
O coordenador político da campanha, Kevin Krieger, comentou que, além de Maranata seguir participando de todos painéis que for convidado, a chapa seguirá em busca de mais recursos para auxiliar na campanha. “Estamos fazendo o possível para arrecadar mais verba para conseguirmos aumentar o alcance, com cabos eleitorais”, indicou o coordenador.