Terça, 28 de Julho de 2026
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O truque que gaúchos estão usando para economizar até R$ 120 por mês sem desligar o aquecedor no inverno

Moradores do RS estão economizando até R$ 120 por mês no inverno sem desligar o aquecedor. Veja o truque simples que está mudando a conta de luz de quem mora na Serra Gaúcha.

Por: Renata Oliveira
02/06/2026 às 14h45
O truque que gaúchos estão usando para economizar até R$ 120 por mês sem desligar o aquecedor no inverno

Quem mora no Rio Grande do Sul sabe bem o que acontece com a conta de luz quando o inverno chega de verdade. O termostato do aquecedor elétrico não sai do máximo, o chuveiro fica ligado por mais tempo e, no final do mês, a fatura aparece com um número que dói.

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Mas tem gente no RS que encontrou uma forma de manter a casa aquecida — e ainda assim pagar menos. A diferença pode chegar a R$ 120 por mês, segundo relatos de moradores das serras gaúchas que já adotaram o método.

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O problema não é o aquecedor. É como você usa ele.

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Mariana Souza, moradora de Caxias do Sul, vivia com a conta de luz entre R$ 380 e R$ 420 nos meses de junho e julho. O aquecedor de ambiente ficava ligado durante horas seguidas no quarto e na sala — prática comum em cidades onde a temperatura bate nos 2°C ou 3°C nas madrugadas.

Foi quando um eletricista de confiança deu uma dica simples: "O aquecedor elétrico é um dos aparelhos que mais consome energia da casa. Um modelo de 1.500W ligado por 6 horas por dia gasta quase 9 kWh — o equivalente a deixar 90 lâmpadas de LED acesas pelo mesmo período."

O problema não era ter o aparelho. Era a forma de usar.

O truque das janelas e do ciclo de aquecimento

O primeiro ajuste que Mariana fez foi fechar todas as frestas antes de ligar o aquecedor. Portas, janelas, a fresta embaixo da porta do quarto. Parece óbvio, mas a maioria das pessoas ignora isso — e o aparelho fica trabalhando sem parar para repor o calor que escapa.

O segundo ajuste foi usar o aquecedor em ciclos curtos. Em vez de deixar ligado continuamente por 4 horas, ela passou a ligar por 30 minutos, desligar por 20 e religar se necessário. O ambiente retém o calor por mais tempo do que parece, especialmente em quartos menores.

O terceiro ponto foi o posicionamento. Aquecedor no chão, direcionado para o centro do cômodo — nunca voltado para a parede ou para uma janela. O calor sobe naturalmente, e essa disposição distribui melhor o ar quente pelo ambiente.

Com esses três ajustes, a conta dela caiu para R$ 280 em julho do ano passado. Uma economia de quase R$ 140 em um único mês.

Aquecedor elétrico x outras opções: o que sai mais barato no RS?

O aquecedor elétrico tem má fama de vilão da conta de luz — e nem sempre com razão. O problema costuma ser o uso sem critério, não o aparelho em si.

Comparando com outras opções comuns no RS:

  • Lareira a lenha: custo menor de operação, mas exige lenha seca (em torno de R$ 80 a R$ 150 o metro cúbico na Serra Gaúcha) e manutenção da chaminé.
  • Ar-condicionado com função quente/frio: consome entre 30% e 50% menos energia que um aquecedor elétrico de resistência para o mesmo resultado térmico. O investimento inicial é mais alto, mas o retorno vem na conta.
  • Aquecedor a óleo: esquenta mais devagar, mas mantém o calor por mais tempo depois de desligado — boa opção para quem quer usar o ciclo curto.

Para quem já tem o elétrico em casa e não quer trocar, os ajustes simples são o caminho mais rápido para sentir a diferença.

Por que o inverno gaúcho exige atenção especial

O RS é o estado brasileiro que mais registra frio intenso. Cidades como Bom Jesus, São José dos Ausentes e Vacaria frequentemente marcam temperaturas negativas em julho — algo que não acontece em nenhum outro estado do país com a mesma frequência.

Isso significa que o uso de aquecimento aqui é mais prolongado e mais intenso do que em qualquer outro lugar do Brasil. Uma dica que economiza R$ 30 por mês em São Paulo pode economizar R$ 100 ou mais no RS, simplesmente porque o aparelho fica ligado por muito mais horas.

Moradores da Região Metropolitana de Porto Alegre também sentem o impacto, especialmente em anos com frentes frias mais intensas. Em 2024, várias cidades da Grande Porto Alegre registraram temperaturas abaixo de 5°C por mais de 15 dias consecutivos em julho.

A combinação que mais funciona

Quem já testou diferentes abordagens aponta uma combinação que equilibra conforto e economia:

  1. Vedar frestas antes de ligar qualquer aquecedor
  2. Usar o aquecedor elétrico em ciclos de 25 a 30 minutos
  3. Complementar com camadas de roupa e cobertores grossos durante o sono — dispensando o aparelho à noite
  4. Reservar o aquecedor para os períodos de maior frio (geralmente entre 19h e 23h e nas madrugadas mais intensas)

Pequenos ajustes de comportamento, sem abrir mão do conforto que o inverno gaúcho exige.

Se você mora no RS e está vendo a conta de luz subir neste inverno, vale testar essas mudanças antes de receber a próxima fatura. A economia pode aparecer já no primeiro mês.