
Quem mora no Rio Grande do Sul sabe bem o que acontece com a conta de luz quando o inverno chega de verdade. O termostato do aquecedor elétrico não sai do máximo, o chuveiro fica ligado por mais tempo e, no final do mês, a fatura aparece com um número que dói.
Mas tem gente no RS que encontrou uma forma de manter a casa aquecida — e ainda assim pagar menos. A diferença pode chegar a R$ 120 por mês, segundo relatos de moradores das serras gaúchas que já adotaram o método.
O problema não é o aquecedor. É como você usa ele.
Mariana Souza, moradora de Caxias do Sul, vivia com a conta de luz entre R$ 380 e R$ 420 nos meses de junho e julho. O aquecedor de ambiente ficava ligado durante horas seguidas no quarto e na sala — prática comum em cidades onde a temperatura bate nos 2°C ou 3°C nas madrugadas.
Foi quando um eletricista de confiança deu uma dica simples: "O aquecedor elétrico é um dos aparelhos que mais consome energia da casa. Um modelo de 1.500W ligado por 6 horas por dia gasta quase 9 kWh — o equivalente a deixar 90 lâmpadas de LED acesas pelo mesmo período."
O problema não era ter o aparelho. Era a forma de usar.
O truque das janelas e do ciclo de aquecimento
O primeiro ajuste que Mariana fez foi fechar todas as frestas antes de ligar o aquecedor. Portas, janelas, a fresta embaixo da porta do quarto. Parece óbvio, mas a maioria das pessoas ignora isso — e o aparelho fica trabalhando sem parar para repor o calor que escapa.
O segundo ajuste foi usar o aquecedor em ciclos curtos. Em vez de deixar ligado continuamente por 4 horas, ela passou a ligar por 30 minutos, desligar por 20 e religar se necessário. O ambiente retém o calor por mais tempo do que parece, especialmente em quartos menores.
O terceiro ponto foi o posicionamento. Aquecedor no chão, direcionado para o centro do cômodo — nunca voltado para a parede ou para uma janela. O calor sobe naturalmente, e essa disposição distribui melhor o ar quente pelo ambiente.
Com esses três ajustes, a conta dela caiu para R$ 280 em julho do ano passado. Uma economia de quase R$ 140 em um único mês.
Aquecedor elétrico x outras opções: o que sai mais barato no RS?
O aquecedor elétrico tem má fama de vilão da conta de luz — e nem sempre com razão. O problema costuma ser o uso sem critério, não o aparelho em si.
Comparando com outras opções comuns no RS:
Para quem já tem o elétrico em casa e não quer trocar, os ajustes simples são o caminho mais rápido para sentir a diferença.
Por que o inverno gaúcho exige atenção especial
O RS é o estado brasileiro que mais registra frio intenso. Cidades como Bom Jesus, São José dos Ausentes e Vacaria frequentemente marcam temperaturas negativas em julho — algo que não acontece em nenhum outro estado do país com a mesma frequência.
Isso significa que o uso de aquecimento aqui é mais prolongado e mais intenso do que em qualquer outro lugar do Brasil. Uma dica que economiza R$ 30 por mês em São Paulo pode economizar R$ 100 ou mais no RS, simplesmente porque o aparelho fica ligado por muito mais horas.
Moradores da Região Metropolitana de Porto Alegre também sentem o impacto, especialmente em anos com frentes frias mais intensas. Em 2024, várias cidades da Grande Porto Alegre registraram temperaturas abaixo de 5°C por mais de 15 dias consecutivos em julho.
A combinação que mais funciona
Quem já testou diferentes abordagens aponta uma combinação que equilibra conforto e economia:
Pequenos ajustes de comportamento, sem abrir mão do conforto que o inverno gaúcho exige.
Se você mora no RS e está vendo a conta de luz subir neste inverno, vale testar essas mudanças antes de receber a próxima fatura. A economia pode aparecer já no primeiro mês.