Quinta, 30 de Julho de 2026
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Isolamento em Porto Alegre evitou saturação de leitos e respiradores, garante Marchezan

Prefeito antecipou que medidas restritivas serão mantidas seja qual for a decisão do governador Eduardo Leite, que deve emitir novo decreto amanhã.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Guaíba
14/04/2020 às 18h16
Isolamento em Porto Alegre evitou saturação de leitos e respiradores, garante Marchezan
Foto: Cesar Lopes / PMPA

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., assegurou, hoje, que o sistema de saúde da cidade só não saturou porque a administração adotou uma série de medidas, um mês atrás, para frear a propagação do novo coronavírus. De acordo com ele, Porto Alegre vem conseguindo achatar a curva de contágio desde o primeiro caso confirmado, em 11 de março.

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“Se não tivéssemos tomado as medidas nos prazos em que tomamos não teríamos mais leitos de UTI disponíveis para pessoas que necessitassem deles. Nós já estaríamos negando respiradores para quem necessitasse viver. Esse fato (só) não acontece na cidade porque fizemos esse isolamento em um momento adequado”, avaliou Marchezan.

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Em entrevista para o programa Esfera Pública, o prefeito reiterou que qualquer decisão tomada busca salvar vidas em primeiro lugar. Ele mencionou as ações de ampliação do atendimento ao sistema público de saúde, assim como a capacidade de gestão para manejar de forma equilibrada o atendimento de pacientes no SUS.

Porto Alegre dispõe de 470 leitos de UTI adulto e outros cem para casos graves em pediatria. Como os hospitais Santa Casa e Clínicas oferecem leitos públicos e privados, a Prefeitura estima que, desses 570, 170 sejam particulares. Desde o primeiro caso confirmado da doença, a capital já contabilizou oito mortes.

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Testagem tardia

Mesmo mencionando que a curva de contágio vem sendo achatada, Marchezan lamenta a falta de capacidade para testar a população. “O Brasil demorou muito para validar os testes, que não eram validados pela Anvisa. Agora, o mercado de testes explodiu”, criticou.

Restrições até o fim do mês

As medidas restritivas, que envolvem o funcionamento do comércio em geral, vão perdurar até 30 de abril em Porto Alegre, seja qual for o posicionamento do governador, cujo decreto para o setor vence nesta quarta-feira. Marchezan assegurou que o isolamento em Porto Alegre não termina antes de maio, mesmo que Eduardo Leite flexibilize as regras em uma nova decisão.

“Os decretos estaduais nem sempre servem especificamente para Porto Alegre. A cidade precisa de uma regulamentação específica. Por isso, vamos continuar acompanhando os dados na cidade para que possamos tomar uma decisão”, afirmou.

Déficit de R$ 1 bilhão

Ao frisar que a pandemia impactou economicamente todo o mundo, Marchezan lamentou ter que projetar um déficit de R$ 1 bilhão nas contas da prefeitura em 2020. “Essa é uma crise mundial e não local. Vai nos faltar R$ 1 bilhão. Por isso, a gente vai ter que revisar todos os contratos da Prefeitura. Iríamos entregar o maior investimento em saúde, segurança e social da cidade”, pontuou, ao garantir que eisso não vai ser mais possível.

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