
Um ataque a tiros deixou três pessoas feridas na zona Sul de Porto Alegre, nessa quinta-feira. Foram atingidos Alexandre da Fontoura Borges, o Motor, 42 anos, apontado por instituições da Segurança Pública como liderança de facção, a companheira dele, 31, e a tia dela. Eles não correm risco de morrer.
O caso ocorreu em um imóvel na rua Hermínio Bittencourt, no bairro Hípica, pelas 15h45min. Quatro atiradores, com pistolas de uso restrito e toucas ninja, fizeram o atentado. Depois, fugiram em um Honda Fit cinza, com placas clonadas. Ninguém havia sido preso até o momento desta publicação.
As vítimas receberam atendimento no Hospital de Pronto Socorro (HPS). Motor foi baleado na coxa e no pé direitos. Sua companheira acabou sendo alvejada na panturrilha, glúteo e canela, também direitos. A tia dela teve ferimentos na coxa esquerda.
Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e Instituto-Geral de Perícias (IGP) atenderam a ocorrência. Motor teria dito às equipes que desafetos da facção Bala na Cara poderiam estar envolvidos na tentativa de assassinato. O crime é apurado na 4ª Delegacia de Homicídios.
A reportagem do Correio do Povo esteve no local do fato, conversando com moradores, às 20h30min. Eles não sabiam detalhes do vizinho, apenas o consideravam um homem cordial e que sempre dava “oi” aos outros. Também disseram que a região é bastante tranquila, garantindo que nada do tipo havia ocorrido ali até então. Foi possível contar ao menos três perfurações de disparo no portão da casa atingida.
De acordo com Polícia Civil e Ministério Público (MPRS), Motor seria liderança do grupo Família do Sul, unindo integrantes da quadrilha V7 e da coligação Anti-Bala, entre outros faccionados da Capital. Apesar das alegações dos investigadores, ele segue fora do sistema prisional há mais de dois anos.
Motor não tem defesa jurídica no momento, mas o advogado Cassyus Pontes, à frente dos últimos processos dele, confirmou que ele está em liberdade. Pontes, responsável por absolver e impronunciar Motor contra acusações de homicídio e outras denúncias, adiciona que o ex-cliente não tem pendências judiciais e que já cumpriu todas as suas condenações passadas. O espaço segue aberto a eventuais representantes de Motor, caso ele constitua nova defesa.