Terça, 28 de Julho de 2026
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Falta de abastecimento de diesel e queda no setor de máquinas agrícolas são desafios para o RS, aponta Cláudio Bier

Presidente da Fiergs e do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do RS visitou a Casa do Correio do Povo na Expodireto Cotrijal.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
10/03/2026 às 16h08
Falta de abastecimento de diesel e queda no setor de máquinas agrícolas são desafios para o RS, aponta Cláudio Bier
Presidente da Federação das Indústrias do Estado e do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas, Claudio Bier Foto : Mauren Xavier / Especial / CP

A 26ª edição da Expodireto Cotrijal, que segue até sexta-feira em Não-Me-Toque, na região Norte, ocorre em um cenário desafiador para o agronegócio. Entre os principais desafios, estão as dívidas de agricultores – motivo de protesto no primeiro dia da feira – e a recorrente estiagem que afeta as lavouras. O setor de máquinas agrícolas também enfrenta uma fase difícil por conta dos eventos climáticos e dos altos juros.

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Nos últimos dias, ainda, aumentaram as dificuldades na distribuição de combustíveis no Estado, com prejuízos no abastecimento regular de diesel, com a intensificação da guerra no Oriente Médio.

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Presidente da Federação das Indústrias do Estado do RS (Fiergs) e do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do RS (Simers), Claudio Bier demonstra preocupação com a situação. “Vivemos uma tempestade perfeita. Nosso setor não está atravessando uma boa fase”, reconhece. Ele tratou do assunto em visita à Casa do Correio do Povo na Expodireto.

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A análise de Bier é de que, no restante do Brasil, o setor vem passando por uma recuperação, com expectativa de alívio na produção. “Vamos ter novamente um recorde de produção no Brasil e isso, em parte, ajuda o setor. Estamos ansiosos e esperançosos que isso aconteça”, diz.

Em relação à falta de diesel, o presidente faz um apelo aos produtores e consumidores para que não seja estocado. “Se todo mundo resolver estocar óleo diesel, vai haver uma corrida ao mercado e aumentar mais a procura”, afirma. Sua expectativa é de que, com a redução da guerra, a situação seja normalizada, principalmente para auxiliar na safra do arroz e milho, que estão na fase de colheita.

Pós redução de tarifas, a busca pela normalidade
No final do ano passado, o presidente demonstrou falta de expectativa de que as tarifas dos Estados Unidos às exportações fossem totalmente revogadas. Hoje, o cenário é mais otimista. Ele lembrou que houve uma parceria da Fiergs com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a contratação de lobistas nos Estados Unidos, onde empresas também sofreram com a falta de fornecedores de produtos.

“Essa ação veio nos beneficiar. Ainda não está normalizado, ainda há alguns setores como o de autopeças, madeira, máquinas, equipamentos e imóveis, que teve uma melhora parcial, mas ainda estão sofrendo”, afirma Bier. Mesmo após as novas regras, 83% dos embarques gaúchos para os norte-americanos continuam ainda submetidos a um tipo de taxação.