Terça, 28 de Julho de 2026
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Mulher desaparecida em Cachoeirinha é registrada como 20ª vítima de feminicídio no RS em 2026

Alteração no cadastro da ocorrência torna Silvana Germann de Aguiar a primeira mulher morta em Cachoeirinha neste ano.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
25/02/2026 às 16h52
Mulher desaparecida em Cachoeirinha é registrada como 20ª vítima de feminicídio no RS em 2026
Silvana Germann de Aguiar, desaparecida em Cachoeirinha, agora consta como vítima de feminicídio Foto : Arquivo Pessoal / CP

Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, foi registrada nesta quarta-feira como a 20ª vítima de feminicídio no Rio Grande do Sul em 2026. Ela permanecia cadastrada como pessoa desaparecida desde janeiro, quando foi vista pela última vez em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. Por volta das 6h05min desta manhã, houve alteração no sistema de Gestão Estatística em Segurança Pública (GESeg), ferramenta base do programa RS Seguro, sendo o sumiço classificado como morte por questão do gênero feminino.

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O 26º Batalhão de Polícia Militar (BPM) teve a notificação incluída no bojo dos indicadores de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), tornando esse o primeiro feminicídio em Cachoeirinha desde o início do ano. Antes disso, outra morte violenta havia sido contabilizada em 19 de fevereiro, quando Francis Roberto Teixeira Miguel, 36 anos, foi morto com quase 20 tiros de pistola em uma reciclagem, no bairro Distrito Industrial, sendo essa execução o primeiro assassinato no município em 2026.

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O feminicídio de Silvana ainda não estava inserido na contagem da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), que somava 19 casos do tipo no momento desta publicação. Entretanto, a 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM) de Gravataí, que também atua em Cachoeirinha, confirma que houve mudança no boletim de ocorrência do desaparecimento.

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"Foi feminicídio. A vítima já teve um relacionamento com o suspeito, sendo isso parte da motivação do crime. Não é preciso localizar o corpo para termos esse entendimento”, explica o delegado titular Anderson Spier.

Silvana desapareceu em 24 de janeiro. Seus pais, Isail e Dalmira de Aguiar, 69 e 70 anos, respectivamente, sumiram no dia seguinte. Os idosos ainda constam como desaparecidos nos sistemas da Polícia Civil e Brigada Militar, mas Spier acredita que serão recadastrados como vítimas de homicídio e de outro feminicídio.

"O caso da mãe da Silvana provavelmente será entendido como um segundo feminicídio. Isso porque ela foi alvo do suspeito na condição de familiar da outra vítima, ex-companheira dele”, avalia o delegado Anderson Spier.

O ex-marido de Silvana e policial militar, Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, é investigado como suspeito, estando preso temporariamente no Batalhão de Operações Especiais (Boe), em Porto Alegre, desde 10 de fevereiro. Ele nega qualquer envolvimento no sumiço da família.