
Um trabalhador de apenas 20 anos morreu após sofrer choque elétrico durante manutenção no Centro de Encantado, e a família enfrentou mais uma situação dolorosa: o velório foi interrompido na manhã desta quinta-feira (12) para que o corpo fosse encaminhado ao Departamento Médico-Legal (DML).
O jovem realizava um serviço de manutenção quando sofreu uma descarga elétrica e caiu de uma escada. Ele foi socorrido pelo SAMU em parada cardiorrespiratória e encaminhado ao hospital, mas não resistiu.
Segundo a delegada Dieli Caumo, em entrevista ao Jornal Força do Vale, a Polícia Civil não foi acionada no momento do óbito. A ocorrência havia sido atendida pela Brigada Militar, e o corpo seguiu diretamente do hospital para os atos fúnebres, sem o registro na delegacia e sem a realização da necropsia — procedimento obrigatório em casos de morte por acidente.
"Quando ocorre um acidente que precisa ser investigado, é necessário passar pela perícia do corpo. Isso não aconteceu", explicou a delegada. Segundo ela, a vítima foi encaminhada com vida ao hospital e, após o óbito, seguiu direto para a funerária sem que os trâmites legais fossem cumpridos.
A delegada reconheceu o sofrimento causado à família, mas reforçou que a medida era inevitável. "A gente sabe que é muito ruim o que precisou ser feito, mas é necessário até para investigar as condições da morte, inclusive se houve algum crime envolvido. Caso contrário, depois poderia ser necessária uma exumação, que é muito mais complicada", afirmou.
O registro da ocorrência foi realizado na manhã desta quinta-feira. O corpo foi encaminhado ao DML para a realização da necropsia e, após a conclusão da perícia, será liberado novamente aos familiares para a continuidade das homenagens.
A investigação segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do acidente e confirmar oficialmente a causa da morte do jovem trabalhador.