
Agentes da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) localizaram armamento de grosso calibre e uso restrito em diligências nesta quinta-feira na Vila Bom Jesus, na zona Leste de Porto Alegre. De acordo com a Polícia Civil, essa é a maior apreensão de armas feita no Rio Grande do Sul desde o início do ano. O material seria da facção Bala na Cara, oriunda da área onde ocorreu a ação.
Foram recolhidos dois fuzis 5.56, uma submetralhadora, uma carabina .12 e quatro pistolas calibre 9 milímetros, além de mais de 2 mil munições, um colete balístico e carregadores do tipo caracol. As apreensões geram prejuízo superior a R$ 500 mil ao crime organizado.
Os investigadores não descartam que o armamento tenha ligação com uma mulher da família Bragé, clã que dominava parte do tráfico de drogas na Vila Bom Jesus até meados de 2005, quando houve a ascensão da gangue Bala na Cara. Ela é ex-esposa de um criminoso de apelido Junior Perneta, também conhecido como Museu, um dois principais líderes da facção, que está recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).
A suspeita é que as armas tenham sido utilizadas na execução de rivais. Fora isso, também seriam empregadas na tomada de pontos de tráfico de outras facções. “Nossa ação enfraqueceu a capacidade bélica do grupo criminoso, evitando um conflito de grandes proporções e preservando vidas. Agora, a perícia vai apontar se o armamento já foi utilizado em outros confrontos e assassinatos”, pontuou o delegado titular da 2ª DHPP, Eric Seixas Dutra.