Quarta, 29 de Julho de 2026
Publicidade

Polícia Civil apreende fuzis, submetralhadora, carabina e pistolas de uso restrito na Vila Bom Jesus, em Porto Alegre

Equipe da 2ª DHPP recolheu arsenal da facção Bala na Cara.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
12/02/2026 às 15h01
Polícia Civil apreende fuzis, submetralhadora, carabina e pistolas de uso restrito na Vila Bom Jesus, em Porto Alegre
Armamento de grosso calibre apreendido em ação da 2ª DHPP na Vila Bom Jesus Foto : PC / CP

Agentes da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) localizaram armamento de grosso calibre e uso restrito em diligências nesta quinta-feira na Vila Bom Jesus, na zona Leste de Porto Alegre. De acordo com a Polícia Civil, essa é a maior apreensão de armas feita no Rio Grande do Sul desde o início do ano. O material seria da facção Bala na Cara, oriunda da área onde ocorreu a ação.

Continua após a publicidade

Foram recolhidos dois fuzis 5.56, uma submetralhadora, uma carabina .12 e quatro pistolas calibre 9 milímetros, além de mais de 2 mil munições, um colete balístico e carregadores do tipo caracol. As apreensões geram prejuízo superior a R$ 500 mil ao crime organizado.

Continua após a publicidade

Os investigadores não descartam que o armamento tenha ligação com uma mulher da família Bragé, clã que dominava parte do tráfico de drogas na Vila Bom Jesus até meados de 2005, quando houve a ascensão da gangue Bala na Cara. Ela é ex-esposa de um criminoso de apelido Junior Perneta, também conhecido como Museu, um dois principais líderes da facção, que está recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Continua após a publicidade

A suspeita é que as armas tenham sido utilizadas na execução de rivais. Fora isso, também seriam empregadas na tomada de pontos de tráfico de outras facções. “Nossa ação enfraqueceu a capacidade bélica do grupo criminoso, evitando um conflito de grandes proporções e preservando vidas. Agora, a perícia vai apontar se o armamento já foi utilizado em outros confrontos e assassinatos”, pontuou o delegado titular da 2ª DHPP, Eric Seixas Dutra.