
Os preços de imóveis mais atingidos pelas cheias em diferentes bairros de Porto Alegre tiveram uma redução de 10,57% entre abril e setembro deste ano, no caso dos comerciais, enquanto os imóveis residenciais apresentaram um recuo de 8,95% em igual período. O resultado consta de um estudo inédito com os 39 bairros mais impactados pelas cheias, segundo a Prefeitura Municipal da capital. O trabalho foi realizado pela Inteligência de Mercado das entidades, Secovi/RS AGADEMI sobre alterações no mercado imobiliário de imóveis à venda na capital gaúcha.
O levantamento analisou os preços dos mesmos imóveis antes e após as enchentes que atingiram fortemente a capital gaúcha em maio de 2024, considerando todos os imóveis disponíveis, ou seja, novos e usados. Pelos dados disponíveis, o Menino Deus foi a região da cidade com a maior quantidade de imóveis residenciais com recuo de preços no período, seguido pelo Cristal, Centro Histórico, Sarandi, Tristeza e Ipanema.
O estudo envolveu 10.973 imóveis que estavam disponíveis em abril e continuavam disponíveis em setembro de 2024. Alguns imóveis tiveram seu preço diminuído e outros, seu preço aumentado, dependendo da localização. A média dessa redução de preços gerais foi de cerca de 9% de antes da enchente para atualmente.
Pelos dados do estudo, o Sarandi apresentou um aumento considerável nas vendas de imóveis após a enchente na comparação com outros períodos, sendo um crescimento expressivos de garagens comerciais e galpões de empresas, e menor procura por imóveis residenciais. No período entre janeiro e agosto deste ano, o bairro Petrópolis e número de guias emitidas pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, com 623 guias, de um total de 9.789 documentos do período. Na sequência aparecem o Centro Histórico da capital e o Menino Deus. Já na área comercial, o número de guias das salas comerciais (369) e garagem comercial (262) lideraram as operações, sendo os bairros Sarandi (172) e Centro Histórico lideraram as operações.
Dados do Secovi aponta uma alta expressiva no preço do metro quadrado dos imóveis residenciais de Porto Alegre, que subiram 19,89% no período de setembro de 2023 a outubro de 2024 comparado com o igual período anterior (9,50%), uma alta de 109,47%. Já nos imóveis comerciais, os valores saíram de – 1,37% para 1,45%.
O número de guias de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) emitidas pela Prefeitura de Porto Alegre entre junho e setembro deste ano, em comparado com igual período de 2023, apresentou recuo de 5,80%, caindo de 11.538 para 10.868 guias. Já o ticket médio cresceu 9,25%, subindo de R$ 10.530,11 para R$ 11.504,77.