Quarta, 29 de Julho de 2026
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Homem em surto mobiliza operação no Centro Histórico de Porto Alegre

Bombeiro ficou ferido ao cair enquanto fazia rapel para conter idoso.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo
08/11/2024 às 01h50
Homem em surto mobiliza operação no Centro Histórico de Porto Alegre
Agentes de segurança isolaram quarteirão nos arredores da rua Marechal Floriano Peixoto para atender a ocorrência | Foto: Rodrigo Thiel / Especial / CP

Uma ocorrência chamou a atenção de quem passava pelo Centro Histórico na tarde desta quarta-feira. Isso porque um quarteirão inteiro foi interditado para o atendimento de uma ocorrência de homem em surto na rua Marechal Floriano Peixoto, próximo à esquina com a rua Jerônimo Coelho. O fato teria iniciado ainda pela manhã, mas o homem só foi contido por volta das 15h.

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Segundo familiares do homem, de 53 anos, ele teria entrado em surto por recusar ser internado em um hospital psiquiátrico, ameaçando pular da sacada. Durante a ação, ele ainda teria despejado óleo de cozinha na entrada do prédio para evitar que o local fosse acessado pelas forças de segurança.

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A ocorrência mobilizou a Brigada Militar, o Corpo de Bombeiros e a EPTC. Os bombeiros precisaram fazer rapel para conter o homem, que foi encaminhado para internação após passar por atendimento médico. Um dos militares ficou ferido ao cair enquanto tentava realizar a manobra para resgatar o homem em surto.

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O bombeiro foi atendido no local e encaminhado por uma ambulância para atendimento médico no Hospital de Pronto Socorro com uma fratura no tornozelo. O militar passará por mais exames nas próximas horas. Após a conclusão da ocorrência, vizinhos precisaram limpar a entrada do prédio com areia, água e sabão para retirar o óleo de cozinha. Eles também relataram que este não foi o primeiro transtorno causado pelo homem, mas o de maior gravidade até o momento.

Dificuldades no Centro Histórico

A necessidade de fechar todo o perímetro para o atendimento da ocorrência causou transtornos no trânsito de veículos e na circulação de pedestres. Eram diversos os relatos de pessoas que não conseguiam retornar para casa, chegar ao trabalho e retirar o carro das garagens que ficam na região durante o cerco.

Moradora da rua Duque de Caxias, Cláudia Graeff foi uma das poucas que conseguiu furar o isolamento para levar sua cachorra para um atendimento de emergência em uma clínica veterinária na rua Marechal Floriano. “Consegui a muito custo. A minha cachorra está com um ferimento inflamado e precisava do atendimento. O pessoal na clínica também precisou cancelar muitos atendimentos. Isso causou um transtorno muito grande”, relatou.

Júlia Soares e Andrenise Vargas, funcionárias de uma ferragem na Marechal Floriano também precisaram aguardar por cerca de duas horas para chegar ao trabalho. “A loja está fechada. Com todo o isolamento, também não tem freguesia”, contou Júlia. “É difícil porque a gente precisa trabalhar. Têm pessoas que não conseguem voltar para casa, outras precisam fazer toda uma volta na quadra”, lamentou Andrenise.