Quarta, 29 de Julho de 2026
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Professores de escola de Porto Alegre anunciam paralisação após denúncia de ameaça de morte

Segundo colegas da vítima, não se trata de um episódio isolado na rotina da Escola Deputado Marcírio Goulart Loureiro; devido à sensação de insegurança, a docente ameaçada pediu para ser transferida

Por: Redação Acontece no RS Fonte: GAÚCHA ZH
27/04/2024 às 09h18
Professores de escola de Porto Alegre anunciam paralisação após denúncia de ameaça de morte

Os professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Deputado Marcírio Goulart Loureiro anunciaram uma paralisação nesta sexta-feira (26) como resposta à ameaça de morte sofrida por uma colega. A instituição fica localizada no bairro Coronel Aparício Borges, na zona leste de Porto Alegre.

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O boletim de ocorrência foi registrado pela internet nesta quinta-feira (25) e se refere a um episódio no início da tarde de quarta (24). Segundo a educadora, a mãe de uma aluna foi até a escola para criticá-la e, durante a conversa, disse que o pai de outra estudante teria dito que colocaria a professora no fundo de um carro, consumiria com ela e colocaria fogo na escola.

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— Ela não quis dizer quem era. A gente não sabe se esse pai, de fato, existe ou se essa mãe inventou para assustar essa professora, não sabemos. A questão é que ela foi ameaçada — disse um dos professores, que preferiu não ser identificado por medo de represálias.

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No final da tarde desta quinta, os educadores da instituição foram comunicados de que a colega, fragilizada pelo ocorrido, pediu para ser transferida para outra escola.

Um dos servidores ouvidos por GZH ressalta que o episódio não se trata de um fato isolado. Em 2022, o grupo de professores também paralisou as aulas porque a então diretora da escola foi agredida fisicamente por uma mãe.

— E a gente tem diversos casos de violência em relação aos alunos. Ano passado, tivemos professores agredidos por uma aluna. É um cenário de bastante insegurança — relata.

— Vou falar por mim, mas acredito que é um sentimento coletivo de total insegurança. A gente sempre tem muita preocupação com o aluno, a gente tem preocupação com a família, mas a gente não vê uma preocupação do poder público com a gente pra que a comunidade, o aluno, em si, também tenha respeito com o professor. Nós somos pessoas, seres humanos. Se alguém fala isso para um colega da gente, todos nós nos sentimos ameaçados. Não sabemos quando seremos o próximo alvo — desabafa outra professora.

A paralisação deve durar apenas um dia. Os servidores pediram a presença da Secretaria Municipal de Educação (Smed). No entanto, a categoria alega que o movimento não foi bem recebido pela prefeitura, que pediu à direção para que a paralisação não fosse adiante.

Contatada por GZH, a delegada Laura Lopes, titular da 19ª Delegacia de Polícia, informou que a vítima não chegou a representar criminalmente, o que pode ser feito em até seis meses.

O que diz a Smed

A secretaria se manifestou por meio de nota:

"Em relação ao ocorrido a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informa que foi comunicada pela direção na tarde desta quinta-feira (25), e que imediatamente a coordenação Pedagógica deslocou-se até a escola onde permaneceu até o final da tarde, atuando para em conjunto buscar soluções pacíficas e seguras para a situação.

Conjuntamente com a direção ficou definido o retorno da coordenação Pedagógica da secretaria à escola nesta sexta-feira (26) quando será realizada uma ação, acompanhada da Coordenação Interna de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar (CIPAVE), para acolhimento e orientação aos professores, alunos e comunidade a respeito do caso.

Também já está agendada para amanhã uma reunião entre a professora em questão e as equipes da secretaria, para que sejam realizados os ajustes necessários à garantia da segurança e bem estar da servidora.

A gestão da Smed permanecerá em contato com a equipe da escola para acompanhar a situação. Cabe ressaltar que a pasta mantém-se a disposição das gestões escolares para resolução de qualquer que seja a demanda, prestando suporte pedagógico, técnico e jurídico quando necessário."