Quarta, 05 de Agosto de 2026
Publicidade

Serviço Social hospitalar tem papel fundamental antes, durante e depois da internação do paciente

Serviço Social dos hospitais garante atendimento humanizado aos pacientes Atuando ao lado do paciente que procura por atendimento em uma unidade ho...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Ceará
18/07/2023 às 18h55
Serviço Social hospitalar tem papel fundamental antes, durante e depois da internação do paciente
Foto: Reprodução/Secom Ceará

Serviço Social dos hospitais garante atendimento humanizado aos pacientes

Continua após a publicidade

Atuando ao lado do paciente que procura por atendimento em uma unidade hospitalar, para além das questões de saúde, o serviço social preserva e garante os direitos do paciente e um cuidado humanizado. No Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), os assistentes sociais conseguiram localizar a família de um paciente que deu entrada na unidade sem nenhum documento de identificação. Ele vivia há 40 anos em situação de rua.

Continua após a publicidade

Ivanildo Pinto Petrolina trabalhava com coleta de lixo reciclável e vivia nas ruas do município de Maranguape. Depois de uma crise convulsiva, acabou socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado, via Central de Regulação, ao HRSC. Na admissão, a equipe descobriu que a única identificação de Ivanildo era o nome que ele pronunciava. O paciente não possuía RG, CPF ou certidão de nascimento e havia perdido o contato com a família. Depois de ser tratado por quase duas semanas no hospital, ele recebeu alta, porém não tinha para onde ir. Foi aí que o serviço social buscou encontrar os parentes.

Continua após a publicidade

“Realizamos contato com o Creas [Centro de Referência Especializado em Assistência Social] do município de origem e não conseguimos nenhuma informação. Fizemos, então, uma busca no banco de dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), localizamos os familiares e oportunizamos o contato entre irmãos, que estavam com os vínculos fragilizados”, conta a coordenadora do serviço social do HRSC, Tinciane de Medeiros.

Cuidado desde a chegada do paciente

Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

Assistente social de perto acompanha caso a caso

Do momento em que a pessoa dá entrada em uma unidade até a alta, o serviço social trabalha acompanhando o caso de cada um. No período em que estão internados, os pacientes são acompanhados pelas equipes de assistentes sociais através de visitas programadas à beira do leito. Com os depoimentos, são traçadas estratégias de atuação multiprofissional.

Para Tinciane, é fundamental conversar com o paciente. “É possível que durante o internamento surjam demandas que não foram identificadas no momento da admissão, por isso é importante escutar esse paciente, e saber quais são seus problemas sociais, suas vulnerabilidades e os desafios que ele enfrenta”, explica.

No Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), em Limoeiro do Norte, é no processo de admissão que se tem conhecimento da história da pessoa que é internada, compreendendo questões relacionadas à sua convivência familiar e comunitária. Além disso, podem ser identificadas situações de violência, vulnerabilidade social ou violações de direitos.

“Quando identificamos alguma situação de negligência ou violência, seja ela qual for, realizamos os encaminhamentos à rede de apoio socioassistencial e compreendemos com quem essa pessoa vai contar quando for realizada a sua alta hospitalar”, explica a assistente social do HRVJ, Gabriela Gondim.

Procedência em casos de agressão

Gabriela frisa ainda que, em relação às violências de modo geral, é muito importante que o profissional conheça a rede de proteção para acionar os órgãos competentes.

Foi o que aconteceu no HRVJ com uma paciente de 77 anos. Ela deu entrada com problemas pulmonares e fratura na costela. O filho que a acompanhava contou que a idosa teria sofrido violência do companheiro e que, além de esconder as agressões da família, também tinha os cartões do banco tomados pelo agressor, o que configura violência patrimonial. A partir do relato, a profissional de plantão instruiu o familiar a realizar boletim de ocorrência, além de orientar sobre medidas protetivas à mulher.

“Pelo fato de não podermos atestar a confirmação do caso, o tratamos como caso suspeito e agimos com brevidade para notificar os órgãos competentes. Também emitimos um relatório social e enviamos para o CRAS [Centro de Referência da Assistência Social] e para o Creas do município de origem, para que os equipamentos acompanhassem de perto os relatos trazidos pelos familiares”, diz a assistente social Tereza Dávila Agostinho.

Nos casos de violação de direitos, além do Creas, que produz relatório comunicando o que foi identificado durante a internação, podem ser acionados ainda, a depender do caso, o Ministério Público (MP), Defensoria Pública e Conselho Tutelar, dependendo de cada caso específico.