
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) esteve presente na tarde desta quarta-feira, 29, no Hospital Centenário, de São Leopoldo, para tratar da falta de profissionais para fechar escalas do Centro Obstétrico (CO). Sem obstetra para assumir o plantão para o turno da noite desta quarta, a unidade se encontra em risco iminente de fechamento.
O Hospital Centenário é administrado pela Fundação Hospital Centenário (FHCSL), que contratou a Vincitore Gestão em Saúde para gerenciar os serviços. A escala no CO deve ser de três médicos durante o dia e dois à noite. Na tarde desta quarta, apenas uma médica estava disponível, e não havia escala com o nome do profissional para quem passar o plantão à noite.
O Simers orienta que em casos assim sejam feitos os devidos registros legais para proteger o profissional. "O obstetra, que já cumpriu seu plantão de 12 horas, precisa de alguém para substituí-lo", detalhou a Diretora do Simers e coordenadora do núcleo de Obstétrica, Débora Espírito Santo.
O Simers se reuniu com representantes do hospital para tratar da situação. Breno Milman, diretor-técnico do Hospital Centenário, reconheceu dificuldades com a terceirizada. Salientou que 12 obstetras concursados estão em processo de contratação e que isso deve resolver o problema. Enquanto isso, pacientes podem ser transferidos para o Hospital de Sapucaia. É aventada a possibilidade de manter o Centro Obstétrico fechado até que se possa garantir as escalas completas. "Não podemos permitir que algo ocorra com um paciente. E temos que garantir a condição de trabalho da profissional que está no CO", disse o diretor-técnico.
Também participaram da reunião representantes da procuradoria da Fundação Hospital Centenário e do Cremers.