
A pele do bebê é tão delicada quanto sensível e mantê-la saudável requer cuidados especiais. Um exemplo é a assadura, figurinha carimbada na infância que pode provocar muitos incômodos nos bebês. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), até os dois anos, cerca de 25% das crianças têm esse tipo de problema. A condição é caracterizada pela pele avermelhada, mas, quando não tratadas da forma correta, a irritação pode evoluir para úlcera.
A boa notícia é que, com alguns cuidados, as assaduras são menos dolorosas para os bebês. O uso de alguns itens e a troca frequente da fralda podem ajudar a diminuir o surgimento desse problema e minimizar seu agravamento.
Segundo um artigo publicado na Biblioteca Virtual de Saúde do Ministério da Saúde, a assadura também recebe o nome de dermatite amoniacal ou dermatite das fraldas. Essa condição causa uma lesão avermelhada, brilhante e com descamação nas áreas cobertas pelas fraldas: períneo, nádegas, região púbica e face interna das coxas.
De acordo com o artigo, isso ocorre, pois o uso das fraldas ocasiona o aumento da temperatura e da umidade local, tornando a pele do bebê mais suscetível no contato com fezes e outras substâncias que favorecem infecções secundárias. Além disso, conforme aponta a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), existem algumas crianças que apresentam predisposição a ter esse tipo de irritação na pele.
A infecção mais frequente nos casos de assaduras em bebês é a candidíase causada pelo fungo Candida albicans, podendo haver uma infecção bacteriana associada. Normalmente, as assaduras causam apenas uma vermelhidão, no entanto, segundo o Ministério da Saúde, quando não tratadas da forma correta, podem evoluir para úlceras.
A prevenção é uma das principais recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, do Ministério da Saúde e da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Com alguns cuidados diários, os riscos de surgimento de assaduras podem se tornar mínimos.
A primeira recomendação é a troca frequente de fralda. É essencial que os pais realizem essa troca sempre que a perceberem molhada, mesmo que o bebê ainda não tenha reclamado. Deixar a criança com fraldas úmidas por muito tempo pode favorecer o surgimento de dermatites.
Na hora da higienização, o Ministério da Saúde orienta limpar o bebê com água morna e sabão neutro, utilizando itens que não friccionem a pele, como algodão úmido ou lenços umedecidos. Antes de substituir a fralda, é interessante deixar a região respirar. Nesse momento, os pais podem aproveitar para interagir com os pequenos e criar mais conexões com o filho.
No momento da troca, deve-se certificar de que a pele do bebê está realmente limpa e seca. O uso de pomadas também pode ajudar. A recomendação é de cremes à base de óxido de zinco, bepantol e amido, pois tratam a região e evitam o surgimento de alergias.
As escolhas de outros produtos também são essenciais para evitar a dermatites. Segundo o D’Or mais Saúde, ao escolher a fralda, os pais precisam ter atenção aos aspectos como tamanho, modelo, absorção e conforto
O tamanho deve ser o indicado para idade do bebê, pois quando muito largas, as fraldas podem provocar vazamentos e, se apertadas, ocasionam o surgimento de assaduras. Além disso, aconselha-se aos pais verificarem o selo de aprovação dermatológica e a presença de propriedades hipoalergênicas, pois eles reforçam a melhor qualidade e proteção para o bebê.
Já em relação aos produtos de higiene, o Ministério da Saúde aponta a importância de itens neutros. Itens muito perfumados e com álcool podem aumentar o risco de alergia e irritar a pele do bebê.
Por fim, o órgão recomenda o contato direto com a equipe de saúde em casos de dermatites recorrentes ou agravamento. O tratamento iniciado no momento certo pode minimizar os riscos à saúde do pequeno.