Quinta, 06 de Agosto de 2026
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Tríplice Fronteira: Vigilância em Saúde Integrada é pauta de debates entre autoridades do Brasil, Colômbia e Peru

A programação incluiu palestras sobre os sistemas de vigilância e os esforços que estão sendo feitos em cada país

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Agência Amazonas
15/06/2023 às 15h10
Tríplice Fronteira: Vigilância em Saúde Integrada é pauta de debates entre autoridades do Brasil, Colômbia e Peru
FOTOS: Maíra Pessoa/FVS-RCP

Com o objetivo de estimular e promover o diálogo em relação à vigilância de doenças de interesse na região da Tríplice Fronteira, entre os países Brasil, Colômbia e Peru, foi realizado, na terça-feira (13/06) e nesta quarta-feira (14/06), o Encontro para Apresentação do Projeto de Vigilância Integrada Global (INSIGHT, sigla em inglês), na  Universidade Nacional da Colômbia (UNAL), em Letícia, no país colombiano.

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O projeto é uma iniciativa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) em parceria com a Universidade de Washington. A programação incluiu a apresentação de palestras sobre os sistemas de vigilância e os esforços que estão sendo feitos pelos países na região fronteiriça.

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Durante o evento, a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, apresentou os projetos já desenvolvidos na vigilância em saúde na tríplice fronteira, como também, novas ações que necessitam da formalização do acordo internacional entre os países.

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“A região da tríplice fronteira precisa ser olhada de forma diferenciada, por meio de alinhamento de prioridades e iniciativas governamentais, definições de papéis e responsabilidades de cada parceiro que tem como objetivo comum, a qualidade da informação nos indicadores da saúde que irá contribuir, de forma simultânea, os entes envolvidos”, avalia Tatyana.

A diretora da Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz-Amazônia), Adele Benzaken, explica que o fortalecimento da Vigilância em Saúde na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Peru e Colômbia) é imprescindível para que haja maior atenção à ocorrência dos agravos que acometem sobretudo as populações mais vulnerabilizadas.

“O fluxo de pessoas nessa região é muito intenso, o que aumenta os riscos de transmissão de infecções, sobretudo as endêmicas, como malária, dengue, entre outras arboviroses, além das ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e as doenças causadas por vírus respiratórios”, afirmou.

Presente no encontro,  o representante da direção regional da América Latina, Panamerican Health-Organization (PAHO), Carlos Arosquipa, aproveitou para lembrar da importância do acordo técnico internacional entre os países, que compõem a tríplice fronteira, e que é um desejo antigo da região.

“Ter uma única sala de vigilância em saúde trinacional que pode ser física ou virtual, é mais que um sonho, é uma necessidade desta região. É por meio dela, que a informação compartilhada pode contribuir com o mapa epidemiológico da saúde”, reforçou.

Para a diretora do Centro de Prevenção de Enfermidades de Loreto, no Peru, Bersy Carol Sánchez, o desafio começa pelos sistemas de informações diferentes entre os países. “É importante a criação de um sistema de informação único e que seja retroalimentado de forma simultânea entre os envolvidos que promovem a saúde”, comentou.

Na oportunidade, a representante da Secretaria Departamental de Saúde do Amazonas da Colômbia, Lígia Reyes, apresentou os desafios da vigilância em saúde no território. “Vigilância não se faz sozinha, precisa-se de uma equipe multiprofissional e especializada para atuar e buscar assim resultados sustentáveis na saúde”, ponderou.

Projeto INSIGHT

Entre os produtos encaminhados durante o evento visando a vigilância na região estão: Fazer o levantamento das capacidades do sistema de análise de dados e de pessoal de cada país; criação de Boletim Epidemiológico dos três países; unificação de um modelo de ficha de notificação para os três países; e a criação de uma rede de notificação e resposta comum entre os países.

Parceria internacional

Participaram do evento representantes de instituições, como Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS); Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês); Secretaria de Saúde do Departamento do Amazonas na Colômbia; o Centro Internacional de Treinamento e Educação para a Saúde (I-TECH, sigla em inglês), da Universidade de Washington; Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz-Amazônia). Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).