
A Polícia Civil confirmou à Rádio Guaíba, nesta quinta-feira, que prendeu Matheus Gabriel Muller Merel, apontado como autor da morte de Jarbas David Heinle, então Secretário de Saúde de Bom Progresso. Preso em Viamão, o jovem de 22 anos teria recebido R$ 20 mil para cometer o homicídio, a mando do vice-prefeito do município Maicon Leandro Vieira Leite (PDT) e do ex-candidato Cloves Oliveira (PSB), segundo concluiu a corporação.
Segundo o delegado Marion Volino, o foragido trafegava em uma motocicleta quando foi abordado no bairro Jardim Universitário. Ele estava portando um revólver calibre 38, com numeração suprimida.
De acordo com o titular da delegacia de Polícia de Três Passos, Matheus foi preso no último dia 7. A informação, contudo, foi revelada nesta manhã em decorrência de diligências que estão sendo realizadas.
Conforme revelado pela reportagem, o suspeito pertence a uma facção atuante na região Metropolitana e já possuía antecedentes por roubo, ameaça e tráfico. À época do crime, ele estava solto em regime condicional, sem tornozeleira, devido à falta do equipamento em delegacias locais.
A corporação formalizou a prisão preventiva do jovem. Ele encontra-se detido em Porto Alegre.
Relembre o crime
Na noite de 10 de setembro, pouco após chegar à residência em que vivia junto com a esposa, o ex-secretário foi baleado por Matheus, que havia se escondido no galpão da casa para cometer o crime. Após os disparos, o atirador fugiu.
Segundo as investigações, o vice-prefeito de Bom Progresso e o ex-candidato ao Executivo Municipal contrataram Sérgio Ribeiro dos Santos e Matheus Gabriel Müller Merel para matar a vítima, filho do atual prefeito, Armindo David Heinle (PP), e tido pelos suspeitos como detentor de grande influência política na região.

Maicon Leandro Vieira Leite e Cloves Oliveira são apontados como mandantes do crime. Foto: Redes Sociais / Reprodução
Sérgio, apontado nas investigações como organizador do crime, teria recebido R$ 30 mil e uma carta de emprego, enviada a mando de Cloves, para sair temporariamente do sistema prisional, onde cumpria pena por roubo. Ele está preso preventivamente.
Maicon e Cloves foram soltos, no dia 7 de novembro, após expirado o prazo de prisão temporária. O MP contesta a decisão da Justiça e já denunciou os quatro suspeitos por homicídio duplamente qualificado.
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