Quinta, 06 de Agosto de 2026
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Professores da rede estadual apresentam projetos premiados de robótica em evento de formação

A maioria tinha como foco a sustentabilidade ambiental, como projetos de irrigação de plantações, controle de áreas territoriais e animais e semea...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Paraná
25/11/2022 às 16h35
Professores da rede estadual apresentam projetos premiados de robótica em evento de formação
Foto: Arquivo Pessoal

Além de participarem das oficinas de robótica para desenvolvimento coletivo de protótipos durante evento de formação da Seed-PR (Secretaria de Estado da Educação e do Esporte), parte dos professores também apresentou projetos vencedores do concurso de robótica do Agrinho , competição inédita lançada neste ano em parceria com o Sistema Faep/Senar-PR.

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A maioria deles tinha como foco a sustentabilidade ambiental, como projetos de irrigação de plantações, controle de áreas territoriais e animais e semeadura. Um deles foi o “Semear Inovação”, para dispersar sementes em áreas delimitadas ou de difícil acesso. O projeto conquistou o primeiro lugar do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Pato Branco (Sudoeste). O trabalho resultou em um drone semeador feito por cinco estudantes da 1ª série do ensino médio do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, de Chopinzinho (Sudoeste).

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“A ideia partiu da diretoria da instituição e a partir disso, com os alunos, pensamos de que forma a gente poderia fazer utilizando o material da robótica. Primeiro, pesquisamos o sistema abre e fecha para as sementes caírem. Para isso, utilizamos uma impressora 3D do colégio, que a gente já tinha, para criar esse obturador”, conta a orientadora do projeto, professora Sirlei Rodrigues da Rosa.

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Com a peça em mãos, o desafio foi desenvolver o acionamento do mecanismo e como acoplá-lo ao drone em si, único equipamento que não foi desenvolvido pelos estudantes.

“Todo o projeto foi pensado a partir do que a gente já tinha, desde o arduíno, os sensores de radiofrequência do kit de robótica para fazer o obturador abrir e fechar, até materiais recicláveis que iriam para o lixo, como a tampa transparente de plástico de uma caixa de bombons [que acoplou a peça sem gerar peso e atrapalhar o sensor da câmera do drone] e a tampa de um galão de sabão líquido [para armazenar as sementes]”, explica Sirlei.

Outro projeto que conquistou a primeira posição de seu núcleo foi o de “Melhoria dos cruzamentos ferroviários”, do NRE Maringá (Noroeste), feito pelos estudantes Juan Fogaça de Oliveira e Giovanna de Oliveira Assunção, ambos da 2ª série do Colégio Estadual José Luiz Gori, de Mandaguari.

“O projeto teve início quando um dos nossos alunos, Juan, percebeu que a cidade está dividida por linha férrea, que cresceu muito em um dos lados e hoje o trem é que separa a cidade”, diz o professor Marcio Alves Pereira. “Como no bairro onde ele mora tem muito acidente e ele acabou perdendo um vizinho recentemente, teve a ideia de desenvolver esse projeto para diminuir o número de acidentes em determinados bairros”.

Na prática, em uma maquete os estudantes desenvolveram cancelas eletrônicas (semelhantes às de pedágio) que fecham com a aproximação do trem utilizando um sensor, alertando motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

CLEBINHO – Mesmo sem ter sido contemplado no programa de robótica deste ano, o Colégio Estadual do Campo Cerrado das Cinzas, de Arapoti (Campos Gerais), também trabalhou a robótica e teve seu empenho reconhecido. O projeto “Clebinho, o robô do Cerrado”, robô arduino que identifica linhas e cores para se locomover, participou da etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica, que aconteceu em setembro, em Curitiba.

Isso aconteceu graças ao apoio da direção do colégio e da Coordenação Regional de Tecnologia Educacional do NRE Wenceslau Braz (Norte Pioneiro) à professora Franciele Pastori, que conseguiu montar kits de robótica e desde março dá aulas no contraturno para cinco estudantes.

“O potencial da robótica é transformar as aulas passivas em aulas ativas. A ideia de equipe potencializa a aprendizagem colaborativa e o engajamento deles no protagonismo, porque começam a ter que andar com as próprias pernas. Agora, eles participam mais, mais empolgados e principalmente aprendem com significado”, afirma a professora, que também utiliza os materiais didáticos do programa Robótica Paraná para ministrar suas aulas.

Veja os vídeos da professora Franciele e dos estudantes falando mais sobre a ensino da robótica e o “Clebinho”  AQUI  e  AQUI .