Quarta, 29 de Julho de 2026
Publicidade

Demitidos da Ulbra cobram pagamento de rescisões atrasadas há um mês

Ulbra fez petição judicial para que seja autorizada a pagar os valores devidos; pedido aguarda decisão da 4ª Vara Cível de Canoas.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Guaíba
20/01/2020 às 12h08 Atualizada em 20/01/2020 às 12h19
Demitidos da Ulbra cobram pagamento de rescisões atrasadas há um mês
Demitidos da Ulbra cobram pagamento de parcela da rescisão atrasada desde dezembro | Foto: Fernanda Bassôa/Correio do Povo

A crise na Universidade Luterana do Brasil vem causando dor de cabeça para, aproximadamente, mil profissionais que foram demitidos pela instituição. Os desligamentos de professores e funcionários se intensificaram em 2019. Sem condições de pagar as rescisões, a instituição fez um acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Privado a fim de parcelar a dívida em 20 vezes. No entanto, a Ulbra não realizou os depósitos depois que foi aprovada a recuperação judicial da universidade. Desde então, estão pendentes os pagamentos de dezembro e janeiro.

Continua após a publicidade

Os funcionários demitidos passaram a cobrar a Ulbra em publicações nas redes sociais. Para ter mais força na mobilização, um grupo formou uma associação de ex-empregados da universidade. Um dos representantes é o professor de Direito Trabalhista Felipe Merino. Demitido da Ulbra há um ano, o docente monitora os desdobramentos do processo que tramita na 4ª Vara Cível de Canoas. “[A Ulbra] Continua, sistematicamente, demitindo pessoas sem pagar absolutamente nada, nem o salário do mês”, pontua. “É uma coisa muito grave para o trabalhador, (…) que precisa comprar alimento para sua família, que precisa desse dinheiro para se sustentar e é, simplesmente, jogado na rua”, completa.

Continua após a publicidade

Espera no Judiciário

No dia 13 de janeiro, o Sindicato dos Professores do Ensino Privado pediu ao Judiciário o cumprimento do acordo por parte da Aelbra, a mantenedora da Ulbra. Três dias antes, a própria instituição encaminhou uma petição à 4ª Vara Cível de Canoas. No documento, os advogados da empresa afirmam que a recuperação judicial impediu o pagamento dos valores. A Ulbra diz reconhecer a dívida e pede autorização para quitar o compromisso.

Continua após a publicidade
Trecho da petição assinada pela Aelbra Educação Superior - Graduação e Pos-graduação S.A. - Em Recuperação Judicial
Trecho da petição assinada pela Aelbra Educação Superior – Graduação e Pos-graduação S.A. – Em Recuperação Judicial

No dia 14 de janeiro, o juiz Sandro Antonio da Silva deu prosseguimento à demanda. O magistrado concedeu prazo de 5 dias úteis para que o Ministério Público e o administrador judicial da universidade se manifestassem sobre as petições. Para o professor Felipe Merino, a pressão dos demitidos fez com que a Ulbra, enfim, procurasse o juiz a fim de resolver o impasse. “Depois de toda essa nossa manifestação nas redes sociais, a Ulbra e o Sinpro fizeram um pedido para o juiz para a liberação do pagamento na nossa verba”, observa.

Nota da Ulbra

Em contato com a reportagem, a Universidade Luterana do Brasil enviou uma nota:

Em breve esclarecimento, informamos que a Aelbra, apesar das dificuldades financeiras, sempre priorizou a folha de pagamento e acordos trabalhistas, que vinham sendo honrados. Contudo, devido limitações da recuperação judicial, deferida em 13 de dezembro de 2019, os pagamentos ficaram sujeitos à vedação legal.

A Aelbra, em acordo com os sindicatos, ingressou com petição, solicitando ao juízo da recuperação judicial, autorização para que sejam realizados tais pagamentos.

A Aelbra está envidando todos os esforços para cumprir os compromissos acordados.

A Direção

Quer fazer parte do grupo do portal Acontece no RS no WhatsApp? CLIQUE AQUI para entrar no grupo!

Curta também nossa página no Facebook, assim você fica sempre atualizado com as últimas notícias de todo o Rio Grande do Sul.

Acontece no RS no Facebook: https://www.facebook.com/acontecenors