
Em entrevista ao Redação no Ar desta segunda-feira (24), o candidato ao Governo do RS Eduardo Leite (PSDB) falou sobre a sua agenda na última semana de campanha, explicou por que optou em não declarar posição na eleição nacional, traçou diferenças de perfis e programas de governo com o concorrente Onyx Lorenzoni (PL) e destacou por que é o candidato que oferece maior segurança para o Rio Grande avançar rapidamente em direção ao futuro, sem retrocessos em reformas, responsabilidade fiscal e modernização do RS.
Na conversa com as apresentadoras Rita de Cássia e Gabriela Hautrive, o candidato tucano destacou que são duas eleições no domingo — uma para presidente da República e outra para o Governo do Estado. Leite procura não nacionalizar a pauta do debate com Onyx, que se apoia em Jair Bolsonaro para escalar sua campanha pela direita.
Já o candidato do PSDB busca agregar os votos que foram para Edegar Pretto (PT) no primeiro turno. “São duas eleições, dois votos. Não é voto casado, e nem pacote fechado”, afirma ele, que não se posicionou sobre voto em Lula (PT) ou em Bolsonaro (PL).
O ex-governador ressalta a sua capacidade política e sua forma de trabalhar — com diálogo, respeito e firmeza — para enfrentar os problemas do Rio Grande do Sul, em oposição ao seu adversário. Segundo ele, Onyx — ao se escorar em Bolsonaro — não conhece e é incapaz de falar sobre os problemas do estado e de regiões como o Vale do Taquari, por exemplo.
“Eu quero que a gente possa olhar para o RS, para o nosso estado, para o papel do governador”, diz, ao pedir para que os eleitores olhem para o currículo, para os posicionamentos e para a habilidade política de cada candidato. Leite alfineta Onyx, que passou por cinco ministérios no Governo Federal em pouco mais de três anos.
Na visão do tucano, isso demonstraria baixa capacidade de entregar resultados positivos. Leite alerta que Onyx desfaria reformas que devolveram ao estado a capacidade de investimento, bem como suspenderia privatizações como a da Corsan, capaz de modernizar o saneamento básico e colocar o RS em sintonia com o novo Marco do Saneamento.
Leite recorda dos momentos difíceis e da “situação dramática” que teve que lidar como governador em seu primeiro mandato no Palácio Piratini. Reconhece os passos positivos dados pelo Governo Sartori (2015-2018), do MDB, e valoriza o fato de ter aprofundado as reformas estruturais que possibilitaram ao RS colocar as contas em dia, retomar o pagamento dos servidores e os repasses aos hospitais. “A gente precisou fazer reformas duras para reequilibrar as contas, reduzir impostos e abrir espaços para investimentos.”
Num segundo mandato, o candidato diz que terá melhores condições de sentar com os prefeitos para definir novos pacotes de investimentos e fomentar a economia local, de acordo com as potencialidades de cada região gaúcha. No Vale do Taquari, Leite cita a sua vocação turística. Segundo ele, o propósito é desenvolver parcerias para ampliar ofertas, atraindo emprego, renda e desenvolvimento.
No próximo domingo, eu voto Bolsonaro 22 e Eduardo Leite 45. Sigo coerente com o que nos trouxe até aqui: o compromisso com as contas públicas, a responsabilidade fiscal e as reformas.
— Marcelo Caumo (@MarceloCaumo11) October 24, 2022
Caumo apoia Leite
Eduardo Leite abriu a entrevista agradecendo o apoio do prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (PP). Caumo explicou seu voto em sua conta oficial no Twitter: “Por ter feito as reformas do estado, pelo compromisso com a recuperação fiscal, por toda a parceria e investimentos recebidos em Lajeado, meu voto neste segundo turno é em Eduardo Leite, 45. Apesar de algumas divergências, sempre resolvemos pelo diálogo.”
Leite disse que Caumo é um “prefeito muito diligente”, um “gestor competente e hábil politicamente”. “Vejo nele uma liderança super importante na política gaúcha e muito responsável com a sua cidade e nosso estado”, enalteceu.