
Os candidato ao segundo turno pelo governo do Rio Grande do Sul Onyx Lorenzoni (PL) e Eduardo Leite (PSDB) realizam, nesta sexta-feira (14), um debate na Rádio Gaúcha.
O evento acontece um dia depois do início da campanha de rádio e TV neste segundo turno, que começou marcada por troca de acusações.
Os blocos serão divididos assim: apresentação dos candidatos e quatro perguntas de tema livre entre eles no primeiro bloco; no segundo, perguntas feitas por jornalistas a ambos e debate entre eles sobre o tema, além de pergunta da plateia; no terceiro, quatro perguntas entre eles, como no primeiro; no quarto, repete o segundo bloco, com perguntas de jornalistas e da plateia e debate, e as considerações finais.
O debate
Eduardo Leite começou o debate questionando Onyx Lorenzoni sobre o que ele quis dizer na sua propaganda de campanha veiculada no rádio durante a manhã de quinta-feira (13), quando declarou que o Rio Grande do Sul teria “primeira-dama de verdade” caso fosse eleito.
Onyx respondeu dizendo que ele "está tentando se vitimizar".
"Isso foi o senhor, um grupo de apoiadores, que quiseram criar um fato", afirmou.
Leite insistiu por explicações e Onyx esclareceu que "homem de verdade cumpre sua palavra".
"Só isso. Eu tenho esposa, família, eu defendo a família. Minha esposa é de verdade porque tem uma missão de vida, cuidado com o próximo. Tenho total tranquilidade para dizer que isso é um não assunto", disse.
Os candidatos ainda discutiram questões relativas à educação e à saúde antes do fim do primeiro bloco.
Discussão sobre vacinas
No segundo bloco, perguntas sobre a saúde subiram a temperatura novamente. Quando questionados sobre a campanha de vacinação contra a paralisia infantil, os candidatos foram por caminhos diferentes, e terminaram trocando acusações.
"É importante dar o exemplo, é preciso defender as vacinas e a ciência. Não vejo isso por todas as lideranças políticas", sugeriu.
Após intervenção da mediadora Andressa Xavier, Onyx admitiu que não se vacinou contra a Covid-19.
"Eu sou um homem que defende a liberdade. É óbvio que eu apoio [a campanha da vacinação contra a paralisia infantil]. Fiz parte de um governo que adquiriu 600 milhões de doses de vacina [contra a Covid]. Os brasileiros se vacinaram como quiseram. Não tomei e é uma escolha minha", disse.
A discussão se estendeu pelo terceiro bloco, que teve ainda uma nova altercação. Eduardo Leite criticou Onyx por acusá-lo de trazer um representante de fora do estado [Cláudio Coutinho] para assumir o Banrisul, citando que Bolsonaro também apoia Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo sem ser paulista.
"Além da homofobia de ontem, você é xenófobo?", perguntou.
"Eu tô com pena de ti, o desespero está às raias da irracionalidade. O senhor renunciou aos gaúchos", respondeu.
"Eu renunciei ao poder, não aos gaúchos", pontuou Leite.
Convergência
O ponto de convergência entre os candidatos surgiu apenas no último bloco: escola em tempo integral. Ambos planejam ampliar o acesso, ainda que apresentem ideias diferentes.
"Temos o objetivo de chegar a 50% das escolas em tempo integral e afastar as crianças de más influências como as drogas", diz Leite.
"Outra coisa importante é o esporte, que faz a sociabilização. Pode não ser um campeão no esporte, mas vira um campeão na vida", completou Onyx.
> Receba todas as notícias do Portal Acontece no RS no seu WhatsApp. Clique aqui.