Segunda, 03 de Agosto de 2026
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Empresas apostam em campeonatos amadores para alavancar fisiculturismo

Por amor ao esporte, atletas investem até R$ 8 mil por mês em busca da profissionalização

Por: Redação Acontece no RS
07/10/2022 às 14h06
Empresas apostam em campeonatos amadores para alavancar fisiculturismo

O cenário e a estrutura semelhantes às maiores competições americanas de fisiculturismo impressionaram Gere King, como Geremias da Silva é conhecido no meio amador do esporte no Brasil. Ele conseguiu alguns patrocínios que o permitem dedicar-se em tempo integral aos treinos, mas ainda disputa campeonatos amadores, quase todos sem premiação em dinheiro. “As despesas mensais de um atleta como eu chegam a R$ 8 mil, entre treinos, alimentação, equipe médica, suplementação, vitaminas e os gastos para participar das competições. Eu estava acostumado com eventos sem camarim nem espaço para aquecimento. Aqui, além dos espaços, os camarins estavam abastecidos com muita comida, sucos, água de coco. Fomos tratados como profissionais e isso nos incentiva muito”, comenta, sobre a Batalha das Valkírias e Bárbaros, campeonato amador de fisiculturismo realizado em São Paulo, no dia 01 de outubro.

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O cenário e a estrutura semelhantes às maiores competições americanas de fisiculturismo impressionaram Gere King, como Geremias da Silva é conhecido no meio amador do esporte no Brasil. Ele conseguiu alguns patrocínios que o permitem dedicar-se em tempo integral aos treinos, mas ainda disputa campeonatos amadores, quase todos sem premiação em dinheiro. “As despesas mensais de um atleta como eu chegam a R$ 8 mil, entre treinos, alimentação, equipe médica, suplementação, vitaminas e os gastos para participar das competições. Eu estava acostumado com eventos sem camarim nem espaço para aquecimento. Aqui, além dos espaços, os camarins estavam abastecidos com muita comida, sucos, água de coco. Fomos tratados como profissionais e isso nos incentiva muito”, comenta, sobre a Batalha das Valkírias e Bárbaros, campeonato amador de fisiculturismo realizado em São Paulo, no dia 01 de outubro.

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Fisiculturismo no Brasil
Apesar do grande número de frequentadores de academias de musculação no país, cerca de 9,6 milhões de pessoas, segundo dados da International Health, Racquet & Sportsclub Association (IHRSA), o número de fisiculturistas não é tão grande. A Confederação Brasileira de Musculação, Fisiculturismo e Fitness (CBMFF - IFBB Brasil) realiza cerca de 70 competições todos os anos e estima que o país tenha 18 mil “culturistas”, como são chamados os praticantes do esporte. Cerca de 2,7 mil participam de campeonatos regularmente. A modalidade é reconhecida por comitês olímpicos de 90 países, entre eles o brasileiro, mas ainda luta para estar nas Olimpíadas.

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Teatro lotado e transmissão ao vivo
Os organizadores do evento de sábado montaram uma grande estrutura profissional que segurou 16 horas de transmissão ao vivo pela internet, que recebeu elogios da audiência pela qualidade técnica. Além do teatro lotado para ver a disputa entre mais de 300 atletas, em três dias o campeonato já foi visto mais de 38 mil vezes no canal oficial da Growth Supplements, patrocinadora oficial do evento.

O sucesso de público para um campeonato amador não surpreendeu o rapper e bodybuilder Leo Stronda. “Quase todas as empresas patrocinam eventos profissionais e atletas profissionais, mas a grande massa de praticantes é amadora. Essas pessoas merecem e têm o direito de subir num palco para serem avaliadas como atletas e viverem a experiência de participar de uma competição com uma estrutura profissional. É por isso que todos treinam e se dedicam tanto”, defende.

O professor e assessor esportivo da Growth Supplements, Leandro Twin, comemora a mudança de status dos praticantes do fisiculturismo, que no passado enfrentavam preconceito. “Antigamente, a gente saía na rua de camiseta larga, para esconder o corpo. Éramos vistos de forma pejorativa, como garotos de programa, burros, sujos. Hoje, mostramos para as pessoas que é preciso muito conhecimento científico sobre o corpo humano, além de muita disciplina e força mental mesmo para chegar ao nível de um atleta amador. Isso aumentou o respeito pela modalidade”, revela.

Prêmios e apoio da família
Para o diretor da Growth Supplements, Fernando Rosa, o crescimento do esporte ajuda até no apoio que o fisiculturista recebe dentro de casa. “Muitos atletas amadores não têm apoio nem da família, mas quando ele volta para casa com uma premiação em dinheiro, além do incentivo a ele próprio, essa família percebe que ele pode, sim, ter um bom futuro no esporte, e que aquilo não é só um sonho inalcançável. E com o apoio da família, tudo fica menos difícil”, acredita Fernando. “Todo atleta de sucesso um dia foi amador. Sem apoio, ele não teria chegado lá. Nossa prioridade é apoiar quem hoje está começando essa caminhada para que cada vez mais atletas também alcancem esse patamar”, ressalta Fernando Rosa.

É o sonho do nutricionista Enzo Luiz Galocha, de 21 anos, 3 deles dedicados ao esporte. Enzo, que foi o campeão na categoria Júnior, relembra que um dos principais custos do culturista é com a alimentação. Um atleta chega a comer 700 gramas de frango por dia, por exemplo, além de outras proteínas, fora o gasto com suplementos. “É um esporte caro, mas o teatro lotado e a audiência na internet mostram que há muita gente interessada nesse esporte. Eu sonho em ser fisiculturista profissional e disputar as grandes competições internacionais. Esse incentivo logo no início pode ser decisivo para muita gente não desistir”, completa.