Quarta, 29 de Julho de 2026
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Preso em Ijuí ginecologista denunciado por abuso sexual de 34 pacientes

MP acusa familiar do médico de coagir vítimas a assinarem termos de declaração

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba
17/08/2022 às 14h38
Preso em Ijuí ginecologista denunciado por abuso sexual de 34 pacientes
Olinto Paz da Costa, acusado de violação sexual. Foto: Reprodução

Considerado foragido desde sexta-feira, o ginecologista de 69 anos denunciado por abusar sexualmente de 34 pacientes, entre 2011 e 2022, dentro do consultório onde atendia, em Ijuí, se apresentou na Penitenciária Modulada do município, acompanhado de advogados, nessa manhã.

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Olinto Paz da Costa havia sido denunciado em maio pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), inicialmente por crimes contra 12 vítimas entre 2011 e o ano passado. A promotora Diolinda Kurrle Hannusch solicitou a prisão preventiva do médico e a suspensão do direito de exercer a profissão. Os pedidos foram aceitos pelo juiz Eduardo Giovelli, da 2ª Vara Criminal de Ijuí. Desde a denúncia veio à tona, mais 22 mulheres procuraram a Polícia relatando terem sido vítimas do mesmo profissional.

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As pacientes dizem que, para justificar a prática de abuso, o médico dizia ser especialista em sexologia e se dispunha a ensinar as mulheres a ter relações sexuais mais prazerosas, mesmo quando elas não haviam relatado dificuldades.

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Parte das vítimas relatou ainda que o ginecologista se valia da oportunidade de realizar exames de rotina e preventivos de colo de útero para cometer os crimes induzindo as pacientes a acreditar que eram submetidas a um procedimento ginecológico padrão. Em um deles, o homem chegou a alertar a vítima que havia possibilidade de sangramento.

Na peça em que pediu a prisão preventiva, o MP também acusa um familiar do denunciado de coagir as vítimas a assinarem termos de declaração afirmando que nunca foram abusadas pelo médico.

Em nota, a defesa do ginecologista afirmou ter sido ‘tomada de surpresa’ com o decreto da prisão. O comunicado ainda alega que a medida era ‘desnecessária’, que o cliente havia viajado e que pretendia se apresentar espontaneamente às autoridades. No primeiro processo, Costa já se tornou réu. A segunda leva de denúncias vai embasar uma representação criminal em separado.

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