Quarta, 12 de Agosto de 2020
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Geral Ação Conjunta

Ação conjunta lança campanha contra preconceito em estádios do RS

Campanha Contra o Preconceito nos Estádios prevê canal de WhatsApp para denúncias a partir do fim de semana.

14/01/2020 21h04
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Guaíba
Foto: Divulgação MP
Foto: Divulgação MP

Uma solenidade, na tarde de hoje, marcou o lançamento de um projeto conjunto entre Ministério Público Estadual, Polícia Civil, Ordem dos Advogados do Brasil e Federação Gaúcha de Futebol (FGF). A Campanha Contra o Preconceito nos Estádios busca combater crimes de preconceito e discriminação, além de conscientizar pessoas para que denunciem caso testemunhem situações envolvendo preconceito de raça, cor, etnia, religião, sexo ou origem.

A campanha vai alertar o público, principalmente os frequentadores de estádios de futebol, que quem se cala diante de fatos criminosos ajuda para que sigam ocorrendo. Conforme o presidente da FGF, Luciano Hocsman, a intenção é que a população se conscientize e que os atos sejam prevenidos, para que nem cheguem a ocorrer. “Queremos mostrar, juntamente com a Polícia Civil, a efetiva punição que ocorre em casos como esses. A gente espera chegar ao final do ano sem nenhum registro”.

A campanha prevê a criação de um canal de comunicação para denúncias por meio de um número de WhatsApp da Polícia Civil, que entra em funcionamento em 22 de janeiro, na primeira partida do Campeonato Gaúcho. Conforme a chefe de Polícia, delegada Nadine Anflor, o telefone 51 98444 0606 vai ser usado para que atos de preconceito, racismo, agressão e machismo sejam relatados anonimamente, a fim de que os policiais de plantão se desloquem e verifiquem a ocorrência.

Durante a cerimônia, estiveram presentes também os representantes do Sport Club Internacional e do Grêmio. Pelo lado tricolor, o conselheiro deliberativo Alexandre Bugin afirmou que para mudar o número de casos de preconceito nos estádios é necessário “trabalhar em todas as etapas, desde a questão educativa até a conscientização”. Por isso, ele considera importantes “a capacitação dos colaboradores que fazem os controles nos estádios e a presença da polícia nos jogos”.

O presidente do Internacional, Marcelo Medeiros, afirmou que o movimento, lançado antes de o Campeonato Gaúcho começar, precisa ser permanente e não apenas para competições de cunho regional. “Atos de preconceito não são permitidos nem mais como brincadeira. Por conta disso precisa-se de uma permanente fiscalização”.

Medeiros lembrou ainda que os atletas exercem um papel importante junto à população em prol do combate ao preconceito. Entretanto, o presidente Colorado disse não acreditar que um dia essas violências acabem de uma hora para outra. Para o dirigente, a sociedade “está doente e sem tolerância ao diferente”.

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