Quinta, 06 de Agosto de 2026
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Comissão sobre violência na Região Norte apresenta relatório final na terça

A Comissão Temporária sobre a Criminalidade na Região Norte se reúne na terça-feira (16), às 11h, para apresentação e análise do relatório com a co...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Agência Senado
11/08/2022 às 10h45
Comissão sobre violência na Região Norte apresenta relatório final na terça
Reunião da comissão em 14 de julho, quando foram ouvidas lideranças indígenas e a mulher de Bruno, Beatriz Matos

A Comissão Temporária sobre a Criminalidade na Região Norte se reúne na terça-feira (16), às 11h, para apresentação e análise do relatório com a conclusão dos trabalhos. O documento, de autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), vai trazer os resultados obtidos pelos senadores a partir de visitas e audiências como a diligência feita no Vale do Javari, território indígena no Amazonas onde ocorreram os assassinatos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo, servidor licenciado da Funai. A reunião será em caráter semipresencial, no Plenário 7, na Ala Senador Alexandre Costa. 

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A comissão foi criada em 20 de junho com prazo de 60 dias de funcionamento. O objetivo é investigar os motivos e também os responsáveis pela morte de Dom Phillips e Bruno Araújo, que desapareceram no dia 5 de junho na região. Os corpos foram encontrados na mata, no dia 15 de junho. Na mesma semana, os irmãos Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, confessaram envolvimento no assassinato. Outras pessoas também são investigadas como suspeitas de participação no crime.

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Viagem ao Javari

No dia 30 de junho, os parlamentares integrantes da comissão viajaram para o Vale do Javari. Lá, reuniram-se com representantes dos povos indígenas, da força-tarefa que investiga o caso e de outros órgãos federais envolvidos. Eles também conversaram com familiares de Bruno e Dom. 

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Em reunião no dia 6 de julho, os senadores membros da comissão manifestaram interesse de apresentar o relatório como base para pedir à Justiça Federal e ao Ministério Público a federalização das investigações. Eles também manifestaram o interesse em solicitar que a apuração sobre o assassinato do funcionário da Funai Maxciel Pereira, em 2019, seja anexada à investigação do crime mais recente.

No dia 14 de julho, a comissão ouviu o líder indígena e ex-coordenador da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Jader Marubo, e a mulher de Bruno, a antropóloga Beatriz Matos, que também atua na região. Ambos denunciaram um processo de desmonte das estruturas de fiscalização do Estado na Amazônia e relataram que indígenas e servidores da Funai vivem ameaçados por denunciarem a atuação do narcotráfico e a atividade ilegal de pescadores, caçadores e garimpeiros. 

— Que as mortes do Dom e do Bruno sirvam pelo menos para que se construa outra alternativa naquela região. Que seja possível transitar sem sofrer violência — alertou Beatriz.