Sexta, 07 de Agosto de 2026
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Economia de água é essencial para a manutenção das hidrelétricas, diz técnico

Dados alertam para a falta do recurso natural nos próximos anos; técnico explica qual a relação entre a economia de água e o fornecimento de energi...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Agência Dino
12/07/2022 às 13h25
Economia de água é essencial para a manutenção das hidrelétricas, diz técnico
Foto: Reprodução

O Brasil perdeu 15% da superfície de água de 1986 para cá, segundo um mapeamento realizado pelo MapBiomas sobre a dinâmica da água em território nacional. De acordo com o balanço, diversos estados do país já têm de lidar com as consequências dos baixos níveis de água em suas bacias hidrográficas.

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Em 2018, um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) apresentado no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, alertou que a falta de água poderá afetar 5 bilhões de pessoas até 2050 - o que corresponde à metade da população mundial estimada para o final da primeira metade do século.

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Cesar Felipe de Lima, técnico responsável da Agência Leão, que presta serviços para a Doctor Caça Vazamentos e Desentupidora, explica que, para além da importância da água para a vida humana e para o meio ambiente, este recurso natural é um elemento importante para a manutenção das hidrelétricas e o consequente fornecimento de energia.

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“Mais de 67% da energia elétrica gerada no país tem como base as hidrelétricas, e a economia de água é uma peça-chave para o funcionamento da energia, já que com os níveis baixos, as hidrelétricas não têm tanta eficiência como de costume”, relata Lima. Com isso, para suprir a necessidade elétrica, liga-se as usinas termelétricas, aumentando o custo de energia na conta de luz da população”, complementa.

O país tem 219 usinas hidrelétricas de grande porte em operação, 425 pequenas centrais hidrelétricas e 739 centrais geradoras hidrelétricas, de acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Em outubro do último ano, os reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste registram o nível mais baixo de água para esta época do ano desde 2000, quando começou a série histórica do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). No dia 14 de outubro, o armazenamento médio nos reservatórios foi de 16,86% - índice abaixo do registrado em 2001, de 21,4%. Quando somados, os reservatórios das duas regiões respondem por mais da metade do potencial de geração de energia do Brasil.

O técnico responsável da Agência Leão vê uma relação direta entre o desperdício de água e os níveis baixos de hidrelétricas. “Quando há desperdício - seja por parte de um cidadão que lava o carro utilizando uma mangueira, ou por parte de uma indústria que não realiza o tratamento adequado -, a água não pode ser reutilizada em reservatórios hidrelétricos”. afirma.

O resultado do desperdício são baixos níveis, baixa eficiência e, consequentemente, um alto custo de energia elétrica, reitera Lima.

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