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Polícia Ibirubá / RS

Mistério envolve morte de servidora pública em Ibirubá

Ângela era conhecida como uma pessoa engajada em causas sociais, e militante ativa de campanhas contra a violência doméstica.

21/02/2021 23h06
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Rádio Cidade FM e Jornal O Alto Jacuí de Ibirubá
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Era 16h18min de domingo, 21/02, quando a ambulância da Prefeitura de Ibirubá chegou no Pronto Atendimento do Hospital da Comunidade Annes Dias com uma paciente de 42 anos, localizada desacordada em casa. Era Angela Maria dos Santos de Souza, conhecida como Lalinha, servidora municipal. Asmática e infectada pela covid-19 pela segunda vez, ela recebeu os primeiros socorros na emergência do hospital. Após ser estabilizada, ocorreu uma súbita piora no quadro de saúde, e Ângela teve uma parada cardiorrespiratória. A equipe tentou reanimar a paciente por 40 minutos, sem sucesso, e ela acabou falecendo.

Agora, a Polícia Civil quer saber o que aconteceu antes disso. Ângela vivia com um companheiro que mora na cidade a cerca de sete meses, oriundo do norte do país. A relação entre o casal parecia normal, porém o homem teve diversos desentendimentos com a família da vítima. Em um desses momentos, um vídeo gravado com o celular do homem mostra uma discussão entre o irmão de Ângela, Vanderlei de Souza, e o companheiro dela. Nas imagens é possível ver ela sentada sobre a cama, tomando um remédio. O tom da conversa entre eles é ríspido, com ofensas mútuas. O irmão pede que Ângela volte ao hospital.

Após a confirmação da morte de Ângela, diversos amigos e parentes se revoltaram contra o companheiro dela. A Brigada Militar foi acionada, esteve na casa onde vivia o casal, porém não localizou o homem. Após buscas, ele foi encontrado no Bairro Progresso e conduzido ao quartel da Brigada Militar, onde foi ouvido.

A Delegada Diná Rosa Aroldi abriu inquérito na Polícia Civil, e também ouviu o homem. Ela solicitou a realização de necrópsia no corpo da vítima, afim de saber quais substâncias foram ingeridas por Ângela. Familiares dizem que o companheiro deve ser responsabilizado por negligenciar a situação de saúde da vítima. Após ser ouvido pela delegada, ele foi liberado.

Ângela era conhecida como uma pessoa engajada em causas sociais, e militante ativa de campanhas contra a violência doméstica. Ela deixa os pais Pedro Fernandes e Normelia, e um vasto círculo de amigos e colegas de prefeitura. Atos de despedida e sepultamento acontecem na tarde de segunda-feira, em Ibirubá.

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