Quarta, 29 de Julho de 2026
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Laudo aponta presença de DNA de suspeito por morte de adolescente de 15 anos em Ijuí, diz advogado

Investigação é sigilosa. Milena Schreiber morreu após sofrer uma hemorragia, em setembro do ano passado.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: G1 RS
04/02/2021 às 09h46
Laudo aponta presença de DNA de suspeito por morte de adolescente de 15 anos em Ijuí, diz advogado
Milena Eduarda Deckert Schreiber, de 15 anos, foi morta em 20 de setembro de 2020 — Foto: Arquivo Pessoal

A perícia de material genético na investigação da morte de Milena Eduarda Deckert Schreiber apontou a presença do DNA do jovem de 17 anos suspeito de cometer o ato infracional, conforme Humberto Meister, advogado da família da jovem de 15 anos. Milena morreu no dia 20 de setembro do ano passado, após sofrer uma hemorragia.

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O inquérito do caso é sigiloso. A família, porém, informa, através de sua defesa, que Milena foi dopada e estuprada durante uma comemoração, e acabou morrendo.

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O advogado disse ao G1 que teve acesso ao laudo de perícia. Segundo ele, outras pessoas também tiveram material genético coletado e comparado, mas nenhuma com resultado compatível. Por isso, para Meister, a participação de outras pessoas no ato infracional está descartada.

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Meister explica ainda que o Ministério Público deve ouvir o suspeito. "Estamos aguardando para ver a versão que ele dá", informa o defensor.

O inquérito foi concluído com pedido de internação ao jovem. "A família compactua desse entendimento. Aguardamos esses próximos atos esperando que haja a representação do MP para a internação provisória, para ele responder ao processo de 45 dias, que é o tempo de tramitação, e ao final esperamos que haja o reconhecimento do ato infracional", diz.

Relembre o caso

Milena morreu após sofrer uma hemorragia, durante uma comemoração na localidade de Capão Bonito, interior de Ijuí. Segundo a família, ela foi dopada, estuprada e morreu em decorrência dos ferimentos.

O advogado da família aponta que um laudo pericial já havia comprovado a presença de duas substâncias na urina de Milena, que teriam tirado a capacidade de defesa da adolescente. "Uma de natureza anestésica e outra de natureza sedativa. Foi aí que se compreendeu o que tinha acontecido. Porque ela não tinha reagido nem pedido socorro ou oferecido resistência de qualquer forma", afirma.

O advogado Guilherme Kuhn, que trabalha na defesa do adolescente de 17 anos, disse, por meio de uma nota, que "a defesa se manifestará no momento oportuno e acredita que, com segurança e tranquilidade, demonstrará a inocência do 'suspeito'".

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