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Polícia Ijuí / RS

Laudo aponta presença de DNA de suspeito por morte de adolescente de 15 anos em Ijuí, diz advogado

Investigação é sigilosa. Milena Schreiber morreu após sofrer uma hemorragia, em setembro do ano passado.

04/02/2021 09h46
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: G1 RS
Milena Eduarda Deckert Schreiber, de 15 anos, foi morta em 20 de setembro de 2020 — Foto: Arquivo Pessoal
Milena Eduarda Deckert Schreiber, de 15 anos, foi morta em 20 de setembro de 2020 — Foto: Arquivo Pessoal

A perícia de material genético na investigação da morte de Milena Eduarda Deckert Schreiber apontou a presença do DNA do jovem de 17 anos suspeito de cometer o ato infracional, conforme Humberto Meister, advogado da família da jovem de 15 anos. Milena morreu no dia 20 de setembro do ano passado, após sofrer uma hemorragia.

O inquérito do caso é sigiloso. A família, porém, informa, através de sua defesa, que Milena foi dopada e estuprada durante uma comemoração, e acabou morrendo.

O advogado disse ao G1 que teve acesso ao laudo de perícia. Segundo ele, outras pessoas também tiveram material genético coletado e comparado, mas nenhuma com resultado compatível. Por isso, para Meister, a participação de outras pessoas no ato infracional está descartada.

Meister explica ainda que o Ministério Público deve ouvir o suspeito. "Estamos aguardando para ver a versão que ele dá", informa o defensor.

O inquérito foi concluído com pedido de internação ao jovem. "A família compactua desse entendimento. Aguardamos esses próximos atos esperando que haja a representação do MP para a internação provisória, para ele responder ao processo de 45 dias, que é o tempo de tramitação, e ao final esperamos que haja o reconhecimento do ato infracional", diz.

Relembre o caso

Milena morreu após sofrer uma hemorragia, durante uma comemoração na localidade de Capão Bonito, interior de Ijuí. Segundo a família, ela foi dopada, estuprada e morreu em decorrência dos ferimentos.

O advogado da família aponta que um laudo pericial já havia comprovado a presença de duas substâncias na urina de Milena, que teriam tirado a capacidade de defesa da adolescente. "Uma de natureza anestésica e outra de natureza sedativa. Foi aí que se compreendeu o que tinha acontecido. Porque ela não tinha reagido nem pedido socorro ou oferecido resistência de qualquer forma", afirma.

O advogado Guilherme Kuhn, que trabalha na defesa do adolescente de 17 anos, disse, por meio de uma nota, que "a defesa se manifestará no momento oportuno e acredita que, com segurança e tranquilidade, demonstrará a inocência do 'suspeito'".

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