
Na tarde de ontem quarta-feira (16), um morador da linha brilhante encontrou uma cobra da espécie urutu-cruzeiro, já morta, na Barragem do Rio Passo Fundo, em Ronda Alta.
O animal media cerca de 1m e 10 centímetros e foi encontrado morto a poucos metros das águas da barragem do Rio Passo Fundo, a cerca de 800 metros de uma residência.
O morador se assustou ao ver o animal, mas logo percebeu que a mesma já estava morta. Ao pesquisar sobre a cobra e suas características percebeu se tratar de uma espécie venenosa.
Bothrops alternatus, conhecido popularmente como urutu, urutu-cruzeiro, cruzeiro e cruzeira[3], é um réptil ofídio da família Viperidae, a mesma da jararaca, cascavel e surucucu, que ocorre no Sudeste, Centro-Oeste e no Sul do Brasil, como também no Uruguai, Paraguai e Argentina. É classificada na série solenóglifa, quanto ao tipo de dentição, por ter as presas inoculadoras de veneno varadas por canais para a condução do veneno produzido em glândulas. Seu veneno é o mais tóxico dentre as jararacas, com a exceção da jararaca-ilhoa, três vezes mais peçonhenta.
Características
O alimento preferido da urutu são preás e outros pequenos roedores. Frequentemente encontrada em banhados e brejos, a urutu, que é ovovípara, produz, em cada parto, de 10 a 15 filhotes, que já nascem bem desenvolvidos, embora ainda encerrados em membranas ovulares. A incubação dos ovos processa-se no interior do organismo materno.
Ágil nos botes e muito peçonhenta, a urutu chama a atenção pelo padrão que lhe adorna a pele: manchas em forma de ferradura dispõem-se em sequência sob o fundo castanho-escuro do dorso, enquanto a parte inferior de seu corpo é esbranquiçada ou creme.
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